As Bodas do Cordeiro – Ev. José Roberto A. Barbosa

As Bodas do Cordeiro – Ev. José Roberto A. Barbosa

Texto Áureo  Ap. 19.9  – Leitura Bíblica  Mt. 22.1-14

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

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Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Após o Arrebatamento, e antes da volta de Jesus para reinar no Milênio, os crentes participarão das Bodas do Cordeiro. Na aula de hoje estudaremos a respeito desse importante evento escatológico. Inicialmente explicaremos o que significa propriamente essas Bodas, em seguida, destacaremos quem serão os convidados para esse enlace, e ao final, mostraremos a importância de estar preparado para se encontrar com o Noivo Amado, Jesus.

  1. AS BODAS DO CORDEIRO

As Escrituras registram vários casamentos, o primeiro de todos celebrado pelo próprio Deus (Gn. 2.18-25), e outros célebres, tais como o de Jacó e Lia (Gn. 29.21-25), o de Rute e Boaz (Rt. 4), o de Acabe e Jezabel (I Rs. 16.29-31) e o de Caná, no qual Jesus transformou água em vinho (Jo. 2.1-11). Contudo, o mais importante casamento ainda não aconteceu, o de Jesus (o Noivo) com a Igreja (a noiva). Esse acontecimento é comumente denominado de Bodas do Cordeiro, e será o encontro entre Cristo e a Igreja, para o enlace matrimonial (Ap. 19.7). O próprio Jesus se referiu a esse Casamento por meio de parábolas (Mt. 22.2; 25.1; Lc. 12.36,36). Nessa ocasião estarão presentes todos os salvos, que terão a oportunidade de participar da celebração da Grande Ceia. É digno de destaque que a Igreja desfrutará da glória de entrar nas mansões celestiais (Jo. 14.1). Para ter parte nesse enlace faz-se necessário receber a Cristo como Senhor e Salvador. Por outro lado, ficarão de fora todos aqueles que desprezaram a mensagem da Cruz (I Co. 1.18-25). Em Ap. 22.12-15 há uma lista daqueles que, ao invés de se dobrarem perante Cristo, preferiram o caminho do pecado. Ao Evangelista João foi revelado em uma visão: “Regozije-mo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Ap. 19.7). O anfitrião desse casamento é o Pai, que é descrito como Aquele que envia emissários para chamar os convidados (Lc. 14.16-23). O noivo é o Senhor Jesus, o Amado do Pai (Mt. 3.17; 17.5). Para confirmar essa assertiva escatológica, João Batista aponta Cristo como o Esposo (Jo. 3.27-30).

  1. OS CONVIDADOS PARA AS BODAS

Em relação aos convidados, sabemos pelas Escrituras, mais especificamente Mt. 22.1-14, que o Pai preparou tudo nos céus para celebrar as Bodas do Cordeiro. Ele chama alguns para participar, mas esses desprezam o convite. Certamente essa passagem se refere aos religiosos judeus, que desconsideraram a Cristo, quando veio para estar entre eles (Jo. 1.12). Essa rejeição favoreceu a concretização de um mistério oculto na eternidade, mas revelado em Cristo, a noiva revelada como a igreja (Ef. 5.32). Ainda hoje muitos têm rejeitado a Jesus, e desconsiderado o plano salvífico de Deus (Jo. 3.16). Esses não poderão participar das Bodas do Cordeiro. Em relação aos judeus, é digno de destaque que existem aqueles messiânicos, que se voltarem para Cristo, portanto, fazem parte da igreja (Rm. 9.27). Não podemos esquecer que a Igreja do Senhor é constituída de fiéis de todos os tempos, épocas e regiões do mundo. Deus tem levantado obreiros, ao longo da história da Igreja, e em várias localidades, que como Paulo, preparam os crentes para ser apresentados como uma virgem a um marido, a saber, Cristo (II Co. 11.2). Por isso, o casamento, enquanto plano de Deus, é um tipo desse encontro espiritual, fundamentado no amor-agape (Ef. 5.25).

  1. O ENCONTRO COM O NOIVO

Esse será um encontro solene, isso porque os fiéis do Antigo Testamento tomarão parte desse conclave (Lc. 13.29). A celebração será marcada por um banquete, que acontecerá antes do Milênio (Ap. 19-20). Jesus se referiu a esse momento destacando que “O Reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho. E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas” (Mt. 22.1,3). Para alguns estudiosos, essa festa durará 1000 anos, e coincidirá com o período do Milênio. Esse momento envolverá Israel, que estará na terra enquanto nação. Será um evento singular, pois o Noivo e a noiva estão unidos pelos laços do amor eterno (Ef. 5.25), da qual Ele não desistirá (Hb. 13.8). A noiva querida será glorificada, por isso estará para sempre com o Amado. Além disso, esse casamento será incomparável, considerando que o Noivo e a noiva não mais enfrentarão adversidades (Rm. 8.33-39). Diferentemente de um casamento terreno, esse não poderá mais ser desfeito pela morte, pois o Noivo e a noiva não passarão pela morte. Espera-se, no entanto, que essa igreja seja santa (I Pe. 1.15), que não ame o mundo (Rm. 12.2), que esteja na expectativa pelo Noivo, amando-O e O adorando (Jo. 4.23,24), proclamando a mensagem de vida eterna, até os confins da terra, no poder do Espírito Santo (Mc. 16.15; At. 1.8).

CONCLUSÃO

O mais importante enlace matrimonial ainda está para acontecer. Esse se dará na eternidade, quando Jesus, o Noivo Amado, encontrará a Sua noiva, a Igreja. É maravilhoso saber que faremos parte desse conclave. Mas é preciso permanecer alerta, e não tirar o olhar daquele que é digno do amor. Com o texto de Cantares, devemos afirmar que: “as muitas águas não poderão apagar este amor, nem os rios afoga-lo, ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, certamente o desprezariam” (Ct. 8.7).

BIBLIOGRAFIA

LAHAYE, T. Enciclopédia popular de profecia bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

PENTECOST, J .D. Manual de Escatologia. Sáo Paulo: Vida, 2002.

Publicado no Blog Subsídio EBD

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