Adorando a Deus em Meio a Calamidade – Daniel Conegero

Adorando a Deus em Meio a Calamidade – Daniel Conegero

Adorando a Deus em Meio a Calamidade é o tema da lição 10 das Lições Bíblicas CPAD do 4º trimestre de 2016 para a Escola Bíblica Dominical. Neste estudo bíblico meditaremos sobre um momento de grande crise enfrentado por Josafá em seu reinado em Judá.

Texto Áureo: Salmos 136:1

Leitura Bíblica em Classe: 2 Crônicas 20:1-12

Introdução – Lição 10: Adorando a Deus em Meio a Calamidade

Lições Bíblicas 4º Trimestre de 2016Escola Bíblica Dominical

Judá passou por muitas crises e calamidades. Conflitos internos e ameaças externas sempre estiveram presentes de alguma forma na história do povo do Reino Sul. Um destes momentos foi enfrentado por Josafá, diante da eminente batalha contra os moabitas e amonitas. Frente a uma séria ameaça militar, Josafá demonstrou uma confiança exemplar no Deus de Israel.

I- Reino do Norte e do Sul – Lição 10: Adorando a Deus em Meio a Calamidade

O povo de Israel passou mais de sete anos em Hebrom (2Sm 5:5), até que Davi tomou Jerusalém dos jebuseus e a transformou em capital política e religiosa do reino. Entretanto, o povo não permaneceria unido por muito tempo.

No reinado de Salomão, as tribos de Israel ainda estavam unidas, porém já era possível notar sério distanciamento e desconfiança entre as tribos do norte e as tribos do sul, principalmente devido a medidas administrativas tomadas pela monarquia, como por exemplo, a pesada carga de impostos.

Quando Roboão, filho de Salomão, ascendeu ao trono, sua terrível insensatez culminou na divisão do povo de Israel em duas partes por volta de 931 a.C. Liderados por Jeroboão, as tribos do norte se revoltaram contra as tribos do sul (1Rs 12).

O agrupamento das tribos do norte foi coletivamente chamado de Reino de Israel, onde depois a capital passou a ser Samaria. As duas tribos do sul, Judá e Benjamin, formaram o Reino de Judá, com capital em Jerusalém. O Reino de Judá continuou a ser governado pela casa de Davi.

Durante os 60 primeiros anos após a divisão, houve grande tensão e disputa entre os reinos de Israel e Judá (1Rs 14:30). Foi durante o reinado de Josafá que o relacionamento entre os dois reinos melhorou, quando Josafá ajudou Acabe nas guerras contra Damasco.

Essa aliança foi repreendida e reprovada por Deus, pois ocasionou a tolerância da adoração a Baal em Judá, já que o Reino do Norte naquela época estava padecendo pelas práticas pagãs de Acabe e de Jezabel.

O Reino do Norte sempre foi mais instável do que o Reino do Sul. Em pouco mais de dois séculos de existência, o Reino de Israel teve nove dinastias totalizando dezenove reis, dos quais muitos chegaram ao trono por meio de grande violência.

O Reino de Judá também enfrentou várias crises, porém com exceção da rainha Atalia que permaneceu no trono durante seis anos após usurpá-lo, todos os reis foram descendentes de Davi.

Os dois reinos existiram como estados independentes por pouco tempo. O reino do Norte caiu sob a dominação assíria dois séculos mais tarde, por volta de 721 a.C. Já o reino do Sul caiu diante do Império Babilônico em cerca de 586 d.C. Saiba mais sobre os reis de Israel e os reis de Judá.

II- O Rei Josafá – Lição 10: Adorando a Deus em Meio a Calamidade

Josafá era filho de Asa e reinou de 872 a 848 a.C. Muito provavelmente entre 872 e 869 ele tenha sido corregente com seu pai, devido à enfermidade de Asa. Assim que sucedeu ao seu pai no trono, Josafá reforçou as defesas militares de Judá.

Em seus primeiros anos de reinado, Josafá é descrito pelo cronista como um rei fiel, cuja força vinha de sua fidelidade a Deus. Ele também fez questão de tirar os altares pagãos de Judá. Josafá se preocupou em instruir o povo no conhecimento da Palavra do Senhor, e promoveu uma missão educacional onde o “Livro da Lei do Senhor” foi ensinado pelas cidades do reino. (2Cr 17).

Esse livro mencionado tanto pode ter sido todo o Pentateuco (os livros escritos por Moisés) ou exclusivamente o livro de Deuteronômio, o que parece ser mais provável considerando o registro de 2 Crônicas 19:4-11.

Entretanto, após a aliança com o Acabe, Josafá foi repreendido pelo Senhor. Também é valido mencionar que o fruto dessa aliança, o casamento entre Jorão e Atalia, foi uma séria ameaça à existência da descendência de Davi. Para saber mais sobre isto, leia um estudo completo sobre quem foi o rei Josafá.

III- Josafá e Seus Inimigos – Lição 10: Adorando a Deus em Meio a Calamidade

Em 2 Crônicas 20 lemos o relato da vitória do povo de Judá sobre Moabe e Amom. Essa foi a segunda grande batalha de Josafá a frente de Judá. Tratava-se de uma ameaça militar muito séria, pois uma “grande multidão” vinha contra Judá.

Então o rei apregoou jejum em todo Judá e pediu socorro ao Senhor. A situação era difícil, mas em um momento tão crucial como esse, o povo foi achado adorando a Deus em meio à calamidade.

Então a resposta do Senhor veio através de Jaaziel, um descendente da família levita Asafe, que profetizou a grande vitória de Deus em favor de seu povo, dizendo que aquela peleja não era deles, mas de Deus.

O rei então ordenou que cantores louvassem a Deus, e, enquanto adoravam, o Senhor “pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá” (2Cr 20:22). Quando o povo olhou para o deserto para avistar a multidão de inimigos que havia ali, só puderam enxergar corpos mortos, sem nenhum sobrevivente, pois eles destruíram uns aos outros.

Conclusão – Lição 10: Adorando a Deus em Meio a Calamidade

O episódio da batalha contra os amonitas e os moabitas onde encontramos Judá adorando a Deus em meio à calamidade certamente nos ensina sobre a confiança exemplar que devemos ter em nosso Deus.

O cronista quando escreveu esse capítulo 20, ele escrevia para o público pós-exílico que vivia em um ambiente político incerto e desafiador. Eles precisavam se lembrar de que era preciso confiar no poder divino contra as ameaças que se apresentam.

Certamente esse texto de 2 Crônicas demonstra que Deus é plenamente capaz de cuidar de seu povo, por mais terrível que pareça ser a situação, e também nos ensina sobre sua soberania, que, sem depender de nenhum esforço humano, cumpre os seus propósitos.

Esse texto é tão importante para nós hoje quanto foi para o povo do período pós-exílico. A Palavra do Senhor sempre permanece a mesma, e nos instrui acerca das atitudes que devemos tomar. Seja em períodos de bonança ou de calamidade, o nosso Deus é Todo-Poderoso e cabe a nós adorá-lo.

Publicado no blog Estilo Adoração

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