Abel, Exemplo de Caráter que Agrada a Deus – Professor Alberto

Abel, Exemplo de Caráter que Agrada a Deus – Professor Alberto

LIÇÃO 02

ABEL, EXEMPLO DE CARÁTER QUE AGRADA A DEUS

09 de abril de 2017

Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

 “Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala” (Hb 11.4).

VERDADE PRÁTICA

O cristão deve viver de forma que agrade a Deus, ainda que sofra por causa disso.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala” (Hb 11.4).

Nosso texto áureo está inserido no capítulo 11 de Hebreus onde o escritor descreve a natureza da fé e exemplos de fé tirados do Antigo Testamento. A narrativa sobre os dois irmãos, Caim e Abel, filhos de Adão e Eva, é uma das mais famosas e inquietantes histórias da Bíblia. É uma trama que põe em xeque a natureza humana dominada pela inveja, que por intermédio do contorno trágico dessa grande história, revela a primeira injustiça praticada pelo gênero humano após a Queda. Caim e Abel saíram das páginas da Bíblia para o mundo, pois apesar dos milênios, continua sendo a história contemporânea da natureza humana dominada pelo pecado e tecida de maneira nua e crua.

O capítulo 4 de Gênesis revela que o objeto desse trágico acontecimento foi uma oferta. Evidente que a atenção do autor sagrado não se volta meramente para o objeto, mas à intenção das pessoas que portam o objeto e o apresentam a Deus (Gn 4.7). Segundo o relato das Escrituras, a oferta de Caim foi trazida como fruto da terra, isto é, oferta de grãos; a de Abel, das primícias dos animais, ou seja, oferta de sangue. Há quem pense que Deus rejeitou a oferta de Caim por ela ter sido de grãos e não de sangue. Tal interpretação não há fundamentação bíblica, a não ser por mera indução, é permeada de melhor senso: “O Senhor aceitou a oferta de Abel, porque este compareceu diante dEle com fé genuína e consagração (Hb 11.4; 1Jo 3.12; Jo 4.23,24). A oferta de Caim foi rejeitada porque ele estava destituído de fé sincera e obediente, e porque as suas obras eram más (vv.6,7; 1Jo 3.12)” (Bíblia de Estudo Pentecostal). O teólogo pentecostal J. Wesley Adams, escreveu: “[…] o sacrifício de Abel era uma expressão de adoração que envolvia toda a sua vida e fé. Apresentou toda a sua fé a Deus; não manteve qualquer reserva”. Diferentemente, Caim não era justo. Deus disse que se ele fizesse o que era certo a sua oferta seria aceita (Gn 4.3-7). Portanto, Caim foi devorado pela inveja, pelo ódio e pela injustiça.

“Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo,…” – o escritor aos Hebreus, inicia sua lista de personagens do Antigo Testamento, com a história da criação (Gn 4), apresentando Abel como o primeiro que é digno de servir de ilustração sobre o grande princípio espiritual da fé. Adão e Eva não seria um modelo apropriado para ilustração sobre a fé, já que por meio deles é que o pecado entrou no mundo, bem como a rebelião, a morte e a degradação da humanidade.

Abel, filho do primeiro casal, aparece como primeiro na lista dos heróis da fé, em contraste com o carnal e violento Caim (Gn. 4.1-2). O Senhor Jesus descreve Abel como “justo” (Mt 23.35). Ele era pastor e trouxe a Deus uma oferta tirada dentre os primogênitos de seu rebanho; e a sua oferta foi aceita por Deus (Gn 4.4 e Hb 11.4).

Caim, era agricultor, lavrador da terra, e sua oferta não foi aceita; e por isso se irou e deixou-se dominar pela inveja. Isso o levou ao assassínio de seu irmão. A não aceitação da oferta de Caim é que ele não obedeceu a Deus, trazendo-lhe um sacrifício sem fé, do “fruto do trabalho de suas mãos”, sua própria produção, o que jamais poderia agradar ao Senhor. Já a fé levou Abel a obedecer a Deus, trazendo-lhe oferta correta e aceitável. Isso é o que o autor da epístola aos Hebreus tinha em mente destacar para nós. Essa oferta de Abel foi “…mais excelente”  por ter sido aceita por Deus, o que lhe deu o seu valor.

“… maior sacrifício…” –  essa palavra fala do sacrifício voluntariamente oferecido por Abel. O sacrifício de Abel mui provavelmente foi um holocausto ( Gn.15.17;  Hb 10.6). Talvez um dos intuitos do autor sagrado seja o de mostrar que há uma aprovação divina que nos convém buscar; erramos ao dar exagerado valor à estimativa humana sobre nós. O verdadeiro valor deve estar baseado na fé espiritual e na outorga da alma aos cuidados de Cristo, pois é assim que um homem é transformado segundo a sua imagem.

“… dando Deus testemunho dos seus dons…”– a mesma expressão que aparece no segundo versículo do capítulo 4 de Hebreus, traduzida por “os antigos alcançaram testemunho”. Abel foi considerado “justo” por ter recebido a aprovação divina. Isso significa que na qualidade de homem espiritual ele era santo. Deus operara nele grande obra de transformação, o que não sucedera a Caim. Porém, mui provavelmente também significa que Abel foi “justo” através de seu sacrifício aceitável, o que estaria em acordo com uma tese constantemente frisada neste tratado aos Hebreus. É o sacrifício de Cristo que faz um homem ser reputado “justo” (ver Hb 10.12), pois assim recebe ele o “perdão dos pecados”. Na santificação, naturalmente, os atributos positivos do ser de Deus são insuflados no homem, como o seu amor, a sua bondade, a sua retidão, etc. (Gl 5.22,23). E isso também faz parte da qualidade de um «justo» aos olhos de Deus.

Não podemos deixar de ver aqui a afirmação, feita pelo autor sagrado, acerca da necessidade do sacrifício de Cristo, para que alguém seja justo. Abel foi aprovado por Deus por causa de seu sacrifício aceitável Os leitores do tratado deveriam entender que os sacrifícios do sacerdócio levítico, tal como o sacrifício de Caim, não poderiam ter resultados benéficos para os ofertantes. É necessário que o indivíduo se aproxime de Cristo, “pela fé”, confiando em seu sacrifício aprovado, seguindo nisso o exemplo de Abel. É nesse ponto que começa a fé, e é apropriado que o “começo da lista de heróis” seja encabeçada por Abel porquanto sua fé envolvia um “sacrifício”.

“…e, por ela, depois de morto, ainda fala” (Hb 11.4) – o autor sagrado indica o seguinte:

  1. No registro do A.T., que era lido e conhecido por eles, Abel continuava falando.
  2. Em Cristo, que foi tipificado por Abel.
  3. No sacrifício aprovado que Abel ofereceu, que fala sobre o próprio sacrifício de Cristo.
  4. Mediante seu ato de fé, por igual modo, Abel continuava falando. Na narrativa do A.T., lemos que o sangue de Abel “…clama da terra a mim” (Gn. 4.10).

É provável que a isso é que o autor sagrado fazia alusão. Ele ignora o fato que por “vingança” é que esse sangue clamava; pois esse particular não se encaixa à sua mensagem. Seu clamor faz-nos lembrar antes do sacrifício aceitável que ofereceu, e das relações do mesmo com a fé.  (Adaptado).

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 4.8-16.

8 — E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou.

9 — E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?

10 — E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.

11 — E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão.

12 — Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e errante serás na terra.

13 — Então, disse Caim ao SENHOR: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada.

14 — Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e errante na terra, e será que todo aquele que me achar me matará.

15 — O SENHOR, porém, disse-lhe: Portanto, qualquer que matar a Caim sete vezes será castigado. E pôs o SENHOR um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse.

16 — E saiu Caim de diante da face do SENHOR e habitou na terra de Node, da banda do oriente do Éden.

OBJETIVO GERAL

Apresentar Abel como exemplo de caráter que agrade a Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  1. Reconhecer o valor da oferta de Abel;
  2. Mostrar a injustiça de Caim contra Abel;
  3. Explicar porque Abel foi um homem que agradou a Deus.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Abel tinha um caráter justo, oposto ao do seu irmão Caim.

Adão e Eva devem ter dado a mesma educação aos dois filhos, todavia o ensino dos pais não foi e não é suficiente para moldar o caráter dos filhos.

O ensino e o exemplo dos pais são importantes para a formação de um caráter saudável, mas somente Jesus pode transformar o verdadeiro eu, a nossa natureza adâmica.

Caim tinha um coração mau, dominado pelo ódio e pela inveja, por isso, teve o seu sacrifício rejeitado.

Deus não olhou e não olha para a oferta em si, porque o mais importante é o coração, o caráter do ofertante.

Por isso, Jesus declarou: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta” (Mt 5.23,24).

Jamais poderemos comprar a Deus ou impressioná-lo com as nossas ofertas, pois tudo que existe nos céus e na Terra pertence a Ele.

O Senhor não deseja apenas a nossa oferta, Ele almeja ser o primeiro em nossos corações.

Somente quando Ele tem o primeiro lugar pode-nos transformar e fazer de nós pessoas melhores, cujo caráter revele a sua glória.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos o caráter de Abel, o segundo filho de Adão e Eva. Abel nasceu depois da Queda e, com certeza, conhecia a vontade de Deus para a humanidade. Veremos que Abel tinha um caráter espiritual e digno. Conduzia-se de modo correto, demonstrando ter um relacionamento saudável com Deus e um coração bondoso, por isso, sua oferta foi aceita pelo Senhor.

PONTO CENTRAL

Abel é um exemplo de caráter justo que agrade a Deus.

I. A OFERTA DE ABEL

  1. Uma oferta agradável a Deus.

Deus não atenta para o valor da oferta, mas para o coração do ofertante, sua real intenção.

A oferta de Abel foi aceita pelo Senhor porque seu coração era sincero e cheio de amor.

Suas obras eram justas (Hb 11.4).

Ele era um homem íntegro e fiel.

Deus dá muito valor à integridade do coração, por isso, Ele elogiou Jó perante Satanás, dizendo: “[…] Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, e desviando-se do mal” (Jó 1.8).

A oferta só tem valor quando expressa o que está no íntimo de quem a oferece.

A oferta de Abel foi agradável porque ele adorava a Deus “em espírito e em verdade” (Jo 4.24).

  1. Uma oferta profética.

Talvez a oferta de Abel tenha sido o primeiro sacrifício de animal a ser oferecido a Deus em forma de gratidão ao Senhor.

Abel sentiu o desejo de oferecer o que tinha de melhor de seu trabalho em gratidão a Deus.

A morte do cordeiro ou de uma ovelha, dos primogênitos do rebanho de Abel, sem dúvida prefigurava o sacrifício de Cristo, que se ofereceu a si mesmo imaculado em nosso lugar (Hb 9.14), como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).

  1. Uma oferta valiosa.

Abel adorou a Deus oferecendo o melhor de seu rebanho.

Ele não ofereceu um sacrifício qualquer, mas dentre os primogênitos do seu rebanho: “E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta” (Gn 4.4).

Notemos que Deus atentou primeiro “para Abel” e, depois, “para a sua oferta”.

“Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala” (Hb 11.4).

Foi tão grande o valor da oferta de Abel que “por ela, depois de morto, ainda fala”! Jesus deu testemunho de Abel, considerando-o “o justo” (Mt 23.35).

Tal declaração, feita por Jesus, demonstra quão elevado era o caráter santo de Abel. Somente o sangue de Cristo foi considerado o que “fala melhor que o de Abel” (Hb 12.24).

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Deus se agradou da oferta de Abel.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A história dos primeiros dois rapazes nascidos a Adão e Eva realça as repercussões do pecado dentro da unidade familiar.

Caim e Abel tinham temperamentos notavelmente opostos.

Caim gostava de trabalhar com plantas.

Abel gostava de estar com animais.

Ambos tinham uma disposição de espírito religioso.

Os filhos de Adão levaram sacrifícios ao Senhor, o primeiro incidente sacrificial registrado na Bíblia.

Que Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da gordura não quer dizer necessariamente que animais são superiores a plantas para propósitos sacrificiais.

Por que atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta fica evidente à medida que a história se desenrola.

A primeira pista aparece quase imediatamente.

Caim não suportava que algum outro ficasse em primeiro lugar.

A preferência do Senhor por Abel encheu Caim de raiva.

Só Caim podia ser o ‘número um’.

O Senhor não estava ausente na hora da adoração.

Ele abordou Caim e lhe deu um aviso. Deus não o condenou diretamente, mas por meio de um jogo de palavras informou Caim que ele estava em real perigo.

Em hebraico, a palavra aceitação é, literalmente, levantamento, e está em contraste com descaiu.

Um olhar abatido não é companhia adequada de uma consciência pura ou de uma ação correta.

O ímpeto das perguntas de Deus era levar Caim à introspecção e ao arrependimento”

(Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume I. RJ: CPAD, 2005, p.43).

II. A INJUSTIÇA CONTRA ABEL

  1. Abel era um homem justo.

“Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo” (Hb 11.4; Mt 23.35).

Em toda a sua vida, demonstrou ser homem de bem, que andava em retidão, de caráter ilibado e reconhecido por Deus.

Abel representa a parte da humanidade que se volta para Deus, e é formada de homens justos.

Caim representa a parte má da humanidade, que dá as costas para Deus e busca os seus próprios interesses.

Abel era justo, e morreu injustamente por permissão de Deus.

  1. Abel, o primeiro mártir.

Abel foi o primeiro pastor de ovelhas; o primeiro a oferecer sacrifício de animais no culto a Deus; foi o primeiro homem justo e também o primeiro mártir.

Sua morte foi a primeira em consequência do pecado dos seus pais.

O primeiro homem a ser morto por seu próprio irmão.

Ele foi o primeiro a entrar para a galeria dos mártires por causa de sua fé e também o primeiro a ter seu nome registrado na galeria dos heróis da fé (Hb 11.4).

Jesus foi morto por inveja: “Porque ele bem sabia que, por inveja, os principais dos sacerdotes o tinham entregado” (Mc 15.10).

Da mesma forma que Jesus, Abel foi morto por inveja.

Seu irmão ficou irado pelo fato de Deus ter aceitado a oferta de Abel.

Tomado de ódio, assassinou friamente o seu irmão, sem lhe dar chance de defesa.

Hoje, seu crime seria considerado homicídio qualificado, com dolo, por motivo torpe.

  1. O sangue de Abel.

Quando Caim matou Abel, o enterrou para não ter seu crime descoberto.

Mas, para Deus que tudo vê (Gn 16.13), nada pode ficar em oculto.

Jesus disse: “Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto” (Mc 4.22).

Ao longo da história crimes foram cometidos em oculto.

Mas, no Juízo Final, os “Cains” de todos os tempos serão confrontados pelo Supremo Juiz do Universo.

“E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?” (Gn 4.9).

Caim teve a audácia de mentir diante de Deus e ainda de o afrontar sobre a guarda do irmão.

Mas o Criador o inquiriu gravemente e declarou a sentença de juízo e maldição contra o criminoso: “E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra” (Gn 4.10).

Onde houve um crime de morte, um assassinato, o sangue clama.

Clama por justiça.

O sangue de Abel clamava por justiça e por vingança, diferente do sangue de Cristo, que clamava por perdão.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

É através de suas ações que o cristão evidencia o caráter de Cristo em sua vida.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, reproduza o quadro abaixo.

Utilize-o para ressaltar as características de Abel e as lições que podemos extrair de sua vida e conduta.

Mostre que embora os dois irmãos tenham tido a mesma criação, o coração de Caim era mau.

A educação dos pais é importante para a formação do caráter cristão, mas não é fator determinante, pois temos livre-arbítrio para fazermos escolhas, ainda que erradas, como fez Caim.

III. UM HOMEM QUE AGRADOU A DEUS

  1. Abel soube agradar a Deus.

Certamente, Adão e Eva criaram seus filhos, na perspectiva de serem servos de Deus.

Eles tiveram não só Caim e Abel, mas muitos filhos e filhas (Gn 5.1-5).

O episódio envolvendo Caim e Abel é o mais destacado, na história de Adão depois da Queda.

  1. Abel, buscou a Deus.

O relato bíblico nos autoriza dizer que Abel buscou a Deus com mais afinco e amor.

E entendeu que seu sacrifício deveria ser do melhor do que possuía.

Que Deus nos guarde, e nos dê sabedoria e amor para oferecermos sempre “sacrifício de louvor” (Sl 50.14).

Um louvor que custe devoção, sinceridade, santidade, no altar da adoração a Deus.

  1. Caim agradou ao Diabo.

Seu caráter foi deformado porque ele deu lugar ao Diabo.

Encheu-se de inveja, quando percebeu que Deus aceitara o sacrifício do irmão e não o seu.

A inveja é tão prejudicial que provoca “podridão dos ossos” (Pv 14.30).

A ira, por sua vez, é um sentimento carnal que se transforma em ódio, agressão e crime.

É um sentimento perigoso e destrutivo: “Porque a ira destrói o louco; e o zelo mata o tolo” (Jó 5.2).

Ao invés de buscar a Deus, Caim deu lugar ao maligno. “Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas” (1Jo 3.12).

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Abel foi um homem que agradou a Deus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

Abel

Toda criança que conhece a Bíblia e todo adulto que já entrou pelas portas de uma igreja sabe o nome desse segundo filho.

Ele é o primeiro inocente a sofrer, um jovem cuja vida foi extinta pela explosão de ciúmes de seu próprio irmão.

Exatamente porque Deus preferiu a oferta de Abel é um mistério para nós, mas não para eles.

Eles sabiam.

O mundo primitivo não era entremeado de barulho e distração; a vontade de Deus devia ser clara como cristal.

A vontade de Deus para nós hoje é clara o suficiente também.

Nós sabemos que o serviço amoroso é a peça central, que ambição e orgulho são corruptores.

Sabemos que ‘do nosso jeito ou de nenhum outro’ ofende a Deus.

Sabemos que Deus requer nossa devoção, não importa o custo”

(365 Mensagens inspiradas em personagens da Bíblia. 12ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.5.

CONHEÇA MAIS

Abel

“Ele tornou-se o modelo de um mártir que sofre por sua fé (Mt 23.35).

Foi honrado por Jesus e aparece na galeria dos heróis da fé (Hb 11.4).

Embora sua oferenda fosse superior à de Caim, era inferior à de Jesus Cristo (Hb 12.24).

Pode ser dito a respeito dele que foi o primeiro pastor, o primeiro homem justo.

Ele foi vítima da mesma espécie de ciúme insano que tirou a vida de Jesus.

Abel, ‘pardo’ é um termo que compõe vários outros nomes de lugares, como, por exemplo, Abel-maim”.

Para conhecer mais leia, Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.3.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A humanidade começou mal, com a desobediência dos primeiros habitantes da Terra. Adão pecou, pois desobedeceu a Deus dando ouvidos ao Diabo.

Toda a tragédia humana decorre daquele gesto de desobediência.

Caim, o primogênito, preferiu desobedecer ao Criador.

Seu irmão, Abel, pelo contrário, optou dedicar-se a adorar a Deus, oferecendo o melhor do seu trabalho.

Publicado no Blog do Professor Alberto

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