Os Benefícios da Justificação – Ev. Luiz Henrique

Os Benefícios da Justificação – Ev. Luiz Henrique

Lição 4, Os Benefícios da Justificação

2º trimestre de 2016 – Maravilhosa Graça – O Evangelho de JESUS CRISTO Revelado Na Carta Aos Romanos

Comentarista da CPAD: Pr. José Gonçalves

Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

Estudo sobre nossos assunto de 2006 – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao4-salvacao-ajustificacaopelafeemcristo.htm

AQUI VOCÊ VÊ PONTOS DIFÍCEIS DA LIÇÃO – POLÊMICOS

 

TEXTO ÁUREO
“Mas DEUS prova o seu amor para conosco em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5.8).

 

 

VERDADE PRÁTICA
A justificação pela fé em CRISTO nos libertou de Adão, símbolo do velho homem, para nos colocar em CRISTO, onde fomos feitos uma nova criação.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda – 1 Co 15.21 O pecado entrou no mundo mediante a Queda

Terça – 1 Co 15.22 Todos morreram em Adão e só podem ser vivificados em JESUS
Quarta – Rm 5.13 O pecado só pode ser imputado havendo a lei
Quinta – Rm 5.15 A suprema eficiência da redenção em JESUS CRISTO
Sexta – Rm 5.17 O pecado trouxe morte, mas CRISTO trouxe a graça divina
Sábado – Rm 5.21 A graça e a justiça reinam por intermédio de CRISTO

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Romanos 5.1-12

1 – Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com DEUS por nosso Senhor JESUS CRISTO;  2 – pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de DEUS. 3 – E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência;  4 – e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança. 5 – E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de DEUS está derramado em nosso coração pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi dado. 6 – Porque CRISTO, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 – Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. 8 – Mas DEUS prova o seu amor para conosco em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 – Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 – Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com DEUS pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 11 – E não somente isto, mas também nos gloriamos em DEUS por nosso Senhor JESUS CRISTO, pelo qual agora alcançamos a reconciliação. 12 – Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.

 

OBJETIVO GERAL
Esclarecer que a justificação pela fé em CRISTO nos libertou da lei do pecado e nos fez novas criaturas.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Apresentar as bênçãos decorrentes da justificação;

Mostrar as bênçãos do amor trinitário;

Explicar as bênçãos decorrentes na nova criação

 

PONTO CENTRAL
A justificação pela fé nos concede muitos benefícios.

Resumo da Lição 4, Os Benefícios da Justificação
I – A BÊNÇÃO DA GRAÇA JUSTIFICADORA (Rm 5.1-5)
1. A bênção da paz com DEUS.
2. A bênção de esperar em DEUS.
3. A bênção de sofrer por JESUS.

II – AS BÊNÇÃOS DO AMOR TRINITÁRIO (Rm 5.5-11)

  1. O amor que o Pai outorga.
  2. O amor que o Espírito distribui.
  3. O amor que o Filho realiza.

III – AS BÊNÇÃOS DA NOVA CRIAÇÃO (Rm 5.12-21)

  1. O homem em Adão.
  2. O homem em Cristo.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I – Com a justificação pela fé recebemos a bênção da paz com Deus.

SÍNTESE DO TÓPICO II – Com a justificação pela fé recebemos a bênção do amor trinitário.

SÍNTESE DO TÓPICO III – Com a justificação pela fé recebemos a bênção do novo nascimento.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Inicie o tópico fazendo a seguinte indagação: “Quais são as bênçãos decorrentes da justificação?” Incentive a participação de todos e ouça os alunos com atenção. Em seguida copie no quadro o esquema abaixo. Utilize-o para mostrar aos alunos algumas das bênçãos decorrentes da justificação. Leia e discuta as referências bíblicas com os alunos.

 

OS BENEFÍCIOS DA JUSTIFICAÇÃO (5.1-21)

Adaptado de: CABRAL, Elienai.Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.50.

Paz com Deus (5.1).
Acesso à graça, pela fé (5.2).
Esperança da glória de Deus (5.2).
Alegria nas tribulações (5.3-5).
O amor divino derramado em nós (5.5b).
O amor de Deus demonstrado a nós através

da morte de seu Filho (5.6-11).

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

Reproduza o quadro da página seguinte. Leia com os alunos Romanos 5.15-21 e em seguida, utilizando o quadro faça um contraste entre Adão e Cristo.

(CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.67).

 

ADÃO CRISTO
1. Pela ofensa de um só, morreram muitos (v. 15). 1. Pelo dom da graça de um só homem, a graça foi abundante sobre muitos (v. 15).
2. Uma só ofensa e todos foram condenados (v. 16). 2. A graça de um só homem transcorre de muitas ofensas (v. 16).
3. Pela ofensa de um, reinou a morte sobre todos (v. 17). 3. Pela justiça de um só reinou a vida (v. 17).
4. Por uma só ofensa veio o juízo sobre todos (v. 18). 4. Por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos (v. 18).
5. Pela desobediência de um homem, todos se fizeram pecadores (v. 19). 5. Pela obediência de um homem, muitos se tornaram justos (v. 19).
6. Pela ofensa de um só, abundou o pecado (v. 20). 6. Pela justiça de um só, superabundou a graça (v. 20).
7. O pecado reinou pela morte (v. 21). 7. A graça reinou pela justiça (v. 21).

 

PARA REFLETIR – A respeito da Carta aos Romanos, responda:
Qual era o significado da palavra paz no Antigo Testamento?
O uso que Paulo faz da palavra paz é diferente daquele usado no mundo antigo. No geral, o termo significava ausência de guerra. Porém, Paulo se refere ao vocábulo paz conforme ele aparece no Antigo Testamento e cujo significado era a salvação dos piedosos, prosperidade e bem-estar.
Qual o primeiro benefício da justificação?

A paz com Deus.
Qual o significado da palavra esperança no contexto de romanos?
No contexto de Romanos, esperança significa enfrentar o tempo presente, com todos os seus desafios, porque se tem certeza quanto ao futuro.
Quem é a origem, fonte do amor?
Deus é a origem e a fonte do amor.
Faça um contraste entre Adão e Cristo.
O primeiro Adão é alma vivente, o segundo Adão é Espírito vivificante; o primeiro Adão é da terra, o segundo Adão é do céu; o primeiro Adão é pecador, o segundo Adão é justo; o primeiro Adão é morte, o segundo Adão é vida.

CONSULTE – Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 65, p38.

 

 

Comentários de vários autores com alguma modificações do EV. Luiz Henrique

Pontos difíceis e polêmicos

 

Colocar ovo de águia em ninho de galinha, não vai fazer a semente de águia mudar para galinha. A Águia vai voar e não andar no terreiro – ela nasceu para voar, a semente que está dentro dela é de águia e não de Galinha. Assim o ser humano tem dentro de si, ao nascer, a semente de Adão, a semente do pecado – Na primeira oportunidade que tiver vai pecar, é a semente maligna que está dentro dele. Todos pecaram (Rm 3.23). Todos nascem com a semente do pecado vinda de Adão. Só um nasceu sem a semente de Adão e nunca pecou – JESUS CRISTO (…achou-se ter concebido do Espírito Santo. Mateus 1:18).

 

1 – Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com DEUS por nosso Senhor JESUS CRISTO;  2 – pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de DEUS. 3 – E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência;  4 – e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança. 5 – E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de DEUS está derramado em nosso coração pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi dado. 6 – Porque CRISTO, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 – Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. 8 – Mas DEUS prova o seu amor para conosco em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 – Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 – Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com DEUS pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 11 – E não somente isto, mas também nos gloriamos em DEUS por nosso Senhor JESUS CRISTO, pelo qual agora alcançamos a reconciliação. 12 – Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.

 

Antes estávamos separados de DEUS, pois a barreira do pecado nos separava Dele, éramos inimigos da cruz de CRISTO, agora estamos em paz com DEUS, pois a barreira do pecado JESUS levou na cruz, agora Temos paz com DEUS. A maneira de entrar para a graça que já foi realizada na cruz é acreditando nela sem a ver, pois aconteceu a mais de 2010 anos atrás. É pela fé. Temos que ficar, permanecer nesta graça para alcançarmos suas superiores e eternas promessas. Nosso destino é a nova terra e novos céus, na Nova Jerusalém. Para nós as tribulações são meras pedras no caminho para que, ao passarmos por elas com a ajuda de Deus, nos fortaleçamos mais ainda nossa fé. Precisamos passar por essas tribulações, pois elas nos fazem aprender a ter paciência, esperar com paciência a providência de DEUS. Esta Paciência nos conduzirá à experiência com DEUS e com os problemas para ajudarmos aos outros a passarem por elas também – Quando estamos passando por tribulações, pacientemente dobramos nossos joelhos diante de DEUS e oramos, essa oração é a construção de nossa vitória no reino espiritual. Sabendo esperar vamos alcançar a vitória e assim cresceremos na experiência com DEUS e na experiência de vida humana cristã. Depois de enfrentarmos com paciência e perseverança as tribulações e termos alcançado a experiência, agora desenvolvemos a esperança que é a certeza de vitória aqui na Terra e por fim a vida eterna com nossos DEUS e Pai de nosso Senhor e Salvador JESUS CRISTO.

O amor de DEUS está derramado em nosso coração assim como o ESPÍRITO SANTO foi derramado sobre os apóstolos no dia de Pentecostes (De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Atos 2:33). Somos agora templo do ESPÍRITO SANTO, portanto, DEUS mesmo habita em nós e ama a todos, inclusive aos pecadores. Devemos deixar fluir esse amor em benefício das pessoas para que conheçam a JESUS como Salvador e Senhor. também devemos praticar obras de amor, como visitar órfãos e viúvas, encarcerados, doentes, atribulados, etc…, também ajudar com doação de calçados e roupas aos necessecitados, etc… (Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. 2 Coríntios 5:14).

JESUS morreu por pecadores, pois nós ainda estávamos em nossos delitos e pecados quando a graça nos foi oferecida. JESUS morreu a mais de 2010 anos e naquele dia já vislumbrou nossa vida de pecado e aceitou morrer no lugar de pecadores, portanto a salvação não nos foi dada por merecimento, mas pela graça de DEUS para conosco. Uma pesssoa talvez ousasse morrer por outra que considera boa, mas, JESUS morreu por nós sabendo que pecamos, morreu por assasinos, ladrões, prostitutas, etc… (Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus, 1 Coríntios 6:10,11).

O que fará DEUS por nós agora? Imagine, se DEUS fez tudo isso por nós sendo nós ainda pecadores, pense agora que somos salvos, somos filhos de DEUS! (A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; Romanos 2:7).

Reconciliação só acontece com mediação. JESUS é o nosso mediador entre nós e DEUS (E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel. Hebreus 12:24 – Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas.-  Hebreus 8:6

Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. 1 Timóteo 2:5).

Por Adão entrou o pecado no mundo. O pecado trouxe consigo doenças, enfermidades, mortes (corpo, alma e espírito).

Por JESUS entrou a vida eterna no mundo. JESUS nos cura, nos liberta, nos salva, nos santifica no corpo, na alma e no espírto.

 

Obra expiatória de JESUS:

  1. Expiação:

“DEUS meu, DEUS meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46; citação do Salmo 22.1). Esta não é uma expressão qualquer — é resultado do sofrimento do Senhor por nós. Na cruz, a comunhão de JESUS com o Pai foi interrompida. Para cumprir a vontade de DEUS e conduzir muitos filhos à glória (Hb 2.10), ele aceitou perder a visão da face do Pai por amor a nós.

  1. Argumento:

1) a alma que pecar esta morrerá (o salário do pecado é a morte);

2) CRISTO nunca pecou;

3) então por que ele morreu?

4) ele morreu voluntariamente em lugar de outro (nós).

  1. Substituição:na cruz, os pecados da humanidade foram lançados sobre CRISTO. Quando os nossos pecados foram lançados sobre ele, o Pai não podia ter comunhão com o pecado. A própria Trindade foi ferida na obra da redenção.

* Pecado: “Àquele que não conheceu pecado, ele [DEUS] o fez pecado por nós; para que nele [CRISTO] nós fôssemos feitos justiça de DEUS” (2 Co 5.21). JESUS levou sobre ELE nossos pecados, doenças e enfermidades (Is 53).

*.Justificação: “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (I Pe 2:24; 3.18).

* “Mas ELE foi ferido por causa das NOSSAS transgressões, e moído por causa das NOSSAS iniqüidades; o castigo que NOS traz a paz estava sobre ELE, e pelas SUAS pisaduras FOMOS sarados” (Is 53.5).

  1. Imputação:imputar quer dizer lançar na conta de outro, creditar, atribuir (Fl 18); os nossos pecados foram lançados sobre ele; CRISTO foi vestido com os nossos pecados e sobre ele foi derramado o cálice da justiça de DEUS.
  2. Cordeiro:CRISTO nunca se tornou pessoalmente pecaminoso — ele sempre foi e sempre será o Cordeiro santo de DEUS — mas, na cruz, os pecados dos homens foram punidos plena e satisfatoriamente perante DEUS; a culpa não era dele.
  3. Provação:ele foi desafiado até o fim a não realizar a obra da cruz — “Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele” (Mt 27.42). Este insulto contém uma verdade tremenda: se JESUS tivesse salvado a si mesmo, ele não poderia nos salvar. 

 

O Caráter de uma justificação (Sônia Lopes – Ananindeua – PA)
Inglaterra, um condenado à prisão pode por intermédio de seu advogado fazer uma petição ao rei pedindo perdão.
O rei poderá atender à solicitação ou não, dependendo da gravidade do crime praticado!
O pedido é bem especifico, “perdão” para o criminoso, julgado e condenado.
Se o preso for perdoado será colocado em liberdade, mas ficará conhecido pelo resto de seus dias como o “criminoso que foi perdoado”. Esse é um bom gancho para quem é pregador!!
Jesus não procede de igual modo! Is.1.18;1Jo.1.7;Rm. 8.1,33,34;
Estados Unidos
Em algumas cidades dos estados unidos, assim também como em alguns paises da Ásia os familiares daqueles que estão nos corredores da morte, recorrem mediante um advogado ao regente da nação na esperança de que este conceda o perdão.
No ato dos preparativos para a execução do sentenciado, os olhares dos executores estão fixos num telefone vermelho, se tocar é alguem do outro lado anulando a execução, o que mudará a sorte do malfeitor!
Deus é todo misericórdia e jamais usa método semelhante para com os indivíduos 1Cr.21.11-13;
A justificação Bíblica: segundo Rm.8.1
SIG, que o réu foi absolvido, que agora em lugar de receber a sentença condenatória pela culpa, o reu é declarado isento da culpa e da punição merecida!
Mediante a justificação por intermédio da pessoa de Jesus, Deus passa a olhar a pessoa que confessou à seu filho como resultado do calvário! Então o vê como reto, restaurado ao primeiro estagio, santo e inocente! Tudo porque Jesus já recebeu em si mesmo o castigo que era pertencente ao homem Gl. 3.13. A justificação bíblica muda a situação espiritual do homem diante de Deus! Porque Jesus é quem religa o homem espiritualmente com Deus, restaurando-o à comunhão que foi quebrada no Eden! G.2.15-3;
A justificação bíblica não esta relacionada às más ações do homem que já foi justificado!
O servo não está imune de suas responsabilidades como individuo perante a sociedade, se cometer um ato ilegal, o mesmo terá que assumir o ato e responder legalmente HB.13.3,4; 1Pe.4.15;
O homem justificado tem o dever, obrigação de buscar estar imerso na graça de Deus para que possa externar o fruto dessa justificação MT.3.8;
As bênçãos que usufrui o homem justificado por Deus:
É justificado e passa a ter paz com Deus e usufruir dessa paz Rm. 5.1;
É declarado destituído da culpa de Adão Rm. 8.1,33,34;
É ressuscitado espiritualmente, essa ressurreição é para um novo recomeço Cl.2.12-14;3.1;
Vivificado EF.2.1-3;
Reconciliado com Deus EF.2.16;2Co.5.19;
Adotado como filho Jo.1.12;Rm.8.16;
Se torna participante da natureza divina, santidade e justiça 2Pe.1.4b;
Recebe a veste de um novo homem EF.4.22,24; 2Co.5.17;Ap.22.14;
O homem saí do estado de ignorância e cegueira espiritual Jo.8.32,36;
Passa a ser membro da familia divina EF.2.19;
Herdeiro de Deus por Jesus Cristo Rm.8.17;
Cidadão dos céus HB.13.14;Fp. 3.20;
A mente é renovada EF.4.23;Rm.12.2;Cl.3.2;
O nome é arrolado no rolo dos que hão de morar no céu de Deus Lc.10.20;
Chamado para ser um embaixador, representante legal do reino dos céus onde quer que esteja Mt.28.19,20; Mc.16.15,16;
Eu trabalhei esse material justificação em diversas ocasiões, na classe de discipulado, o que teve um bom resultado!
Sônia Lopes – Ananindeua – PA

 

2º Trimestre de 1998 – Título: Romanos — O Evangelho da justiça de DEUS – Comentarista: Esequias Soares da Silva  

Lição 5: Privilégios dos justificados pela fé

 

TEXTO ÁUREO 

“Porque todas quantas promessas há de DEUS são nele sim; e por ele o Amém, para glória de DEUS, por nós” (2Co 1.20). 

 

VERDADE PRÁTICA 

A justificação pela fé é o começo de uma nova vida, trazendo paz, graça, glória e absolvição da ira futura. 

 

LEITURA DIÁRIA 

Segunda — Fp 4.7A paz de DEUS excede todo o entendimento 

Terça — Ef 2.18 Por JESUS temos acesso ao Pai

Quarta — Mt 11.28-30 Em JESUS, encontramos descanso para nossas almas 

Quinta — Mt 5.11,12 Somos participantes dos sofrimentos de CRISTO 

Sexta — 1Pe 4.12-16 Se padecemos como cristãos, devemos glorificar a DEUS

Sábado — 1Jo 4.19 DEUS nos amou primeiro 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Romanos 5.1-11. 

1 — Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com DEUS por nosso Senhor JESUS CRISTO;2 — pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de DEUS.3 — E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência;4 — e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.5 — E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de DEUS está derramado em nosso coração pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi dado.6 — Porque CRISTO, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.7 — Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.8 — Mas DEUS prova o seu amor para conosco em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.9 — Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.10 — Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com DEUS pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.11 — E não somente isto, mas também nos gloriamos em DEUS por nosso Senhor JESUS CRISTO, pelo qual agora alcançamos a reconciliação. 

 

PONTO DE CONTATO 

Como está a motivação dos seus alunos pelo estudo da Epístola aos Romanos? Você tem percebido interesse e animação durante as aulas? Que bom! Mas, não se acomode, continue buscando melhorias para a sua classe, com oração, leitura da Bíblia, livros teológicos e didáticos, buscando material auxiliar para enriquecer as suas aulas e tornando-as mais agradáveis e proveitosas. Dessa maneira você irá promover uma maior aprendizagem destes temas tão importantes para a edificação espiritual de seus alunos.

 

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Enumerar os privilégios daqueles que são justificados pela fé.

Identificar qual é o efeito imediato da justificação.

Explicar que o sofrimento para o cristão tem, como objetivo final, produzir a esperança do porvir.

Distinguir a situação do homem em inimizade com DEUS daquele que é reconciliado mediante JESUS CRISTO.

 

SÍNTESE TEXTUAL 

Nesta lição estaremos estudando os frutos da justificação pela fé, sua fonte, seus beneficiários e os seus resultados na vida dos cristãos.

Veremos, também, a maneira objetiva e subjetiva do amor de DEUS derramado pelos pecadores e a mudança de posição destes, diante de DEUS, por causa da Sua graça.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA 

Procure fazer com que seus alunos se sintam valorizados, como pessoa, mostrando-lhes que são importantes para DEUS. Todos têm valor inestimável. Demonstre isto promovendo a participação de todos e aproveitando, na medida do possível, a colaboração de cada um. Nesta lição, por exemplo, você poderá distribuir algumas questões escritas num papel para que respondam durante a aula:

  1. Explique a palavra “paz” do versículo 1.
  2. Como “gloriar-se nas tribulações”?
  3. A tribulação produz o quê?
  4. E a paciência?
  5. E a experiência?
  6. E a esperança?
  7. Quando pedimos paciência a DEUS o que poderá vir antes?

Pode-se fazer outras questões de acordo com o número de alunos.

 

COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO 

Depois de demonstrar, com base no Antigo Testamento, a doutrina da justificação pela fé, Paulo, agora, começa a enumerar as bênçãos provenientes dessa doutrina. Em Romanos 4.25, o apóstolo declara que JESUS ressuscitou para a nossa justificação. Isso serve como ponto de partida para o capítulo 5, que é o estudo de hoje.

  1. FRUTOS DA JUSTIFICAÇÃO 
  2. A segunda seção de Romanos. Os capítulos 5 a 8 de Romanos registram os privilégios dos que são justificados pela fé: paz com DEUS (Rm 5): união com CRISTO (Rm 6); libertação da lei (Rm 7) e vida abundante no ESPÍRITO (Rm 8).
  3. “Temos” ou “tenhamos”? (v.1). A expressão “tenhamos paz com DEUS” não é apropriada nesse contexto. “Temos” é a tradução mais adequada, pois a “paz com DEUS” nos toma aceitos por CRISTO. E, dessa forma, não estamos mais sob a ameaça da ira de DEUS. A palavra hebraica para “paz” é shalom, e a grega, eirene, que significa “completo”.
  4. “Paz com DEUS” (v.1). O homem no pecado é inimigo de DEUS (v.10); mas quando é justificado pela fé em JESUS CRISTO, é reconciliado com DEUS, e essa reconciliação traz-lhe paz. Esse é o efeito imediato da justificação.
  5. “Entrada pela fé a esta graça” (v.2a). Graça é favor imerecido. Nós não merecíamos a salvação, mas por JESUS, agora, temos acesso a esta graça. É CRISTO quem introduz o pecador à presença de DEUS. “Estamos firmes” significa o efeito contínuo da justificação.
  6. “E nos gloriamos na esperança da glória de DEUS” (v.2b). “Gloriamos” revela o regozijo e o gozo inefável do crente como antecipação das bênçãos futuras. “Glória de DEUS” é o mesmo que a manifestação de DEUS. Aqui, é uma expressão que significa o céu, lugar da habitação de DEUS e de sua manifestação. 
  7. O SOFRIMENTO 
  8. Gloriar-se nas tribulações (v.3a). O quadro glorioso registrado nos versículos 1 e 2 não significa uma vida totalmente isenta de tribulações. JESUS disse: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Mc 8.34)

Essas tribulações não são apenas dores, enfermidades, depressões, tristezas nem aflições; são também as pressões deste mundo hostil que crucificou o nosso Senhor JESUS CRISTO (At 14.22). JESUS disse que no mundo teríamos aflição, mas que ficássemos seguros, pois Ele venceu o mundo (Jo 16.33).

  1. Ser cristão não significa ser masoquista. Paulo não afirma nem dá a entender que ser cristão seja sentir prazer no sofrimento. Veja o que ele diz: “mas também nos gloriamos”. A Palavra é realista, mostrando que encontramos espinhos na jornada da vida cristã, e que, mesmo assim, o crente é feliz e glorifica a DEUS. Isso em virtude da glória que em nós será revelada (Rm 8.18), e que traz resultados positivos para a vida cristã, pois tudo concorre para o bem dos que amam a DEUS (Rm 8.28). Temos júbilos nas bênçãos e também nas tribulações.
  2. “A tribulação produz a paciência” (v.3b). Aqui “paciência”, no grego, é hypomene, que vem de duas palavras gregashypo, “sob” e o verbo meno, “permanecer”.

O referido vocábulo significa: “paciência, perseverança, firmeza, fortaleza”. É a virtude de alguém sofrer com resignação. Se não existisse sofrimento não existiria paciência. Estejamos certos de que o bem proveniente da paciência é maior que os males das tribulações.

  1. A paciência produz a experiência (v.4a). A paciência nas perseguições torna o cristão aprovado e vitorioso (2Ts 1.4,5). Isso serve para o nosso amadurecimento e para uma maior aproximação com DEUS.
  2. A experiência produz a esperança (vv.4b,5). O caráter cristão é produzido em meio aos sofrimentos. É nessas circunstâncias que o ESPÍRITO SANTO mais trabalha a nossa vida, gerando em nós a confiança de que DEUS nos levará à glória do porvir. A esperança está entre as principais virtudes da fé cristã, ao lado do amor e da fé (1Co 13.13). 

III. A MORTE DE CRISTO PELOS PECADORES 

  1. Quem pode garantir que essa esperança não falhe? A base da justificação são a morte e a ressurreição de JESUS CRISTO (Rm 3.24-26; 4.25). Tudo isso provém do amor de DEUS (v.8). Paulo demonstra nos vv.6-8 por que a esperança não falha. Ele apresenta duas provas: a evidência subjetiva e a evidência objetiva.
  2. Prova subjetiva (v.5). O amor de DEUS derramado em nossos corações, e isso através do ESPÍRITO SANTO. Esta é a prova subjetiva. Interessante é que o apóstolo acrescentou: “que nos foi dado”. O ESPÍRITO SANTO nos foi dado quando recebemos a JESUS CRISTO como Salvador.

Nada no mundo pode roubar a convicção da vida eterna, pois o ESPÍRITO SANTO de DEUS “testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS” (Rm 8.16). E algo que DEUS colocou em nós, e está dentro de nós. Esse amor de DEUS inunda todo o nosso ser de esperança e de júbilo. Essa prova, porém, não serve para os outros, mas só para quem tem essa comunhão com DEUS.

  1. Prova objetiva (vv.6-8). O amor de DEUS está no fato de haver CRISTO morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. A morte de JESUS é um fato histórico. Por isso é uma prova objetiva.

Éramos inimigos de DEUS; ultrajávamos o seu santo nome com palavras e ações. Que interesse DEUS poderia ter por nós? Paulo diz: “pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer” (v.7). Ora, se DEUS se interessou por nós quando ainda éramos seus inimigos, quanto mais agora que estamos reconciliados com Ele. A morte de JESUS é a prova objetiva e externa do amor de DEUS por nós (Jo 3.16). 

  1. A RECONCILIAÇÃO DOS PECADORES 
  2. “Muito mais” (vv.9,10). O argumento do apóstolo é indestrutível. No capítulo 5 de Romanos, ele usa quatro vezes a expressão “muito mais”. Duas com referência à segurança do crente, e outras duas (vv.15-17) acerca da abundância da graça. Nós, que estávamos em estado de miséria, e éramos rebeldes e inimigos de DEUS, fomos alvos de seu amor inaudito. Fomos justificados no tempo presente. Portanto, “muito mais” agora, que somos filhos de DEUS, estamos, por Ele, livres da condenação futura (1Ts 1.10).
  3. Reconciliação (v.11). O referido substantivo só aparece quatro vezes no Novo Testamento grego, e vem do verbokatallasso, “reconciliar”. Quanto ao verbo reconciliar, encontrado nestas passagens: Rm 5.10; 1Co 7.11; 2Co 5.18-20, significa mudar de inimizade para amizade. Foi isso que aconteceu entre nós e DEUS! 

CONCLUSÃO

Agora, sabemos e sentimos que estamos reconciliados com DEUS por meio de nosso Senhor JESUS CRISTO. Por isso, desfrutamos desses benefícios e privilégios. Quem ainda não tem essa esperança nem está usufruindo das bênçãos mencionadas nessa lição, precisa urgentemente crer na graça de DEUS, aceitando a JESUS como o seu Salvador pessoal.

 

VOCABULÁRIO 

Inefável: Que não se pode exprimir por palavras; indizível.
Masoquista: Que se deleita com o próprio sofrimento.
Hostil: Contrário, adverso, inimigo, agressivo.
Ultrajar: Ofender a dignidade de; difamar, injuriar, insultar, afrontar.
Inaudito: Que nunca se ouviu dizer; de que não há exemplo; extraordinário.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES – Subsídio Teológico 

“A justificação é o anúncio extraordinário de que o pecador já está plenamente justificado. Aos olhos de DEUS, seus pecados já não existem mais, pois ‘quanto está longe o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões’ (Sl 103.12). Miqueias expressa lindamente esse benefício da graça: ‘Quem, ó DEUS, é semelhante a ti. que perdoas a iniquidade, e que te esqueces da rebelião do restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade. Tomará a apiedar-se de nós; subjugará as nossas iniquidades, e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar’ (Mq 7.18.19).

Três bênçãos específicas fluem da justificação. A primeira é a redenção dos pecados, cuja pena é a morte — espiritual e física (Gn 2.16.17; Rm 5.12-14; 6.23). Essa penalidade foi removida pela morte de CRISTO, o qual suportou o castigo que nos estava reservado (Is 53.5,6; 1Pe 2.24). A justificação implica também a restauração do favor divino. Além de havermos incorrido na penalidade requerida pelas nossas transgressões, havíamos também perdido o favor divino, pois DEUS não tem comunhão com o pecado (Jo 3.36; Rm 1.18). No entanto, através da fé em CRISTO, fomos restaurados à comunhão com o Pai Celeste (Gl 3.26 e 1Jo 1.3). Finalmente, a justificação traz consigo a imputação da retidão. Assim como a pena pelo pecado fora ‘debitada em nossa conta’, a retidão de CRISTO, no ato da justificação, é creditada em nossa conta (Fp 3.9; Gn 15.6). Fomos envolvidos com a pureza de CRISTO. Ele tornou-se nossa veste nupcial (Mt 22.11,12)” (Doutrinas Bíblicas. CPAD).

Subsídio Doutrinário 

“Mais uma vez é mediante JESUS CRISTO que obtivemos igualmente acesso pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes.

Esse segundo benefício da justificação nos introduz à presença de DEUS diante do trono da graça, para usufruir de todas as bênçãos a que temos direito como justificados em CRISTO. Somos colocados em uma nova posição, visto que já alcançamos a ‘paz com DEUS’. Temos agora uma nova posição em CRISTO e isto resulta na possibilidade de termos acesso à graça de DEUS.

Esse acesso a DEUS nos torna filhos de DEUS, e a posição de ‘filhos’ em adoção por JESUS CRISTO é o passaporte para entrarmos na presença do Pai Todo-Poderoso. Esse acesso significa comunhão mais perene e pessoal com DEUS. A palavra acesso no grego é ‘prosagoge’ que dá a ideia de ‘aproximação, introdução’. A palavra introdução dá ideia neste texto de apresentação. Por JESUS CRISTO somos apresentados a DEUS Pai, sem qualquer outro protocolo. A fé em JESUS é o meio de entrarmos na presença de DEUS. Não é um ‘acesso a DEUS’ semelhante a alguém que busca entrar ou ter acesso à presença de uma autoridade secular. Não se trata de um acesso mecânico, seco e formal. Para com DEUS, o acesso resulta de uma reconciliação feita anteriormente por JESUS CRISTO, e que agora, esse ‘acesso à graça’ é espontâneo, sem protocolo, sem impedimentos. É um acesso que significa intimidade com Ele” (Carta aos Romanos, CPAD). 

Subsídio Devocional 

O cristão não deve encarar o sofrimento da mesma maneira que um não crente. Com as tribulações o caráter cristão alcança aprofundamento e aprimoramento.

Justificado por DEUS, o cristão está num processo de transformação de acordo com a imagem de JESUS CRISTO. O agente dessa transformação é o ESPÍRITO SANTO. A tribulação dá a oportunidade para o ESPÍRITO SANTO operar no cristão essa obra. Imagine se a vida só nos reservasse o sucesso e a alegria, nosso progresso espiritual seria mínimo. Não queremos dizer que o cristão deve viver num conformismo que beira ao masoquismo. Mas que, o sofrimento, inerente à natureza humana, DEUS o usa para produzir magníficos resultados no cristão.

 

———————————————————————————–

 

Lição 4 – A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ EM CRISTO

     

TEXTO ÁUREO

“Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado” (Rm 4.8). 

 

VERDADE PRÁTICA

A justificação é mais do que perdão. O perdão remove a condenação do pecado; a justificação nos declara justos, como se nunca houvéssemos pecado contra DEUS. 

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Is 64.8 Nossa justiça – trapo de imundícia

Mas, agora, ó SENHOR, tu és o nosso Pai; nós, o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra
das tuas mãos.
Jeremias 18.6 Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
Terça – SI 49.8 justificação – um recurso divino

(pois a redenção da sua alma é caríssima, e seus recursos se esgotariam antes);
Quarta – SI 32.2 A justificação gera felicidade verdadeira

Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.
NÃO IMPUTA MALDADE. Romanos 4.6-8 cita os versículos 1 e 2 para demonstrar que DEUS trata como justos os pecadores sinceramente arrependidos, não porque a justiça seja algo que possam obter através das obras, mas, pelo contrário, recebem-na como um dom quando confessam os seus pecados e crêem no Senhor (cf. v. 5).
Quinta – Rm 5.1 A justificação gera paz com DEUS :

Sendo, pois, justificados pela fé, atemos paz com DEUS por nosso Senhor JESUS CRISTO;
SENDO POIS JUSTIFICADOS. A justificação pela fé produz vários resultados no crente: a paz com DEUS, a graça, a esperança, a firmeza, as tribulações, o amor de DEUS, o ESPÍRITO SANTO, o livramento da ira, a reconciliação com DEUS, a salvação pela vida e presença de JESUS e o regozijo em DEUS (vv. 1-11)

Sexta – Is 53.11 CRISTO crucificado trouxe a justificação

O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito; com o seu conhecimento, o meu servo, o justo, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si.
O TRABALHO DA SUA ALMA. O sofrimento do Messias cumpriria o propósito de DEUS e resultaria
na salvação para os muitos que crerem.

Sábado – Ef 2.8,9 A glória pela nossa salvação é só de DEUS 

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de DEUS.

 

PONTO DE CONTATO

Professor, prepare para a introdução desta aula uma narração sobre a experiência de Lutero com o tema tratado nesta lição. Use o texto a seguir como referência: Martinho Lutero, enquanto professor de Teologia na Universidade de Wittemberg, lecionou a Carta aos Romanos de novembro de 1515 a setembro de 1516. À proporção que se aprofundava na epístola, apreciava cada vez mais a doutrina bíblica da justificação pela fé. Segundo Lutero, ele ‘ansiava por compreender a Epístola de Paulo aos Romanos’, mas o tema da ‘justiça de DEUS’ o incomodava. O reformador considerava a doutrina da justiça divina como a punição de DEUS sobre o injusto. Até que, depois de muito refletir sobre o assunto, entendeu tratar-se da ‘justiça pela qual, mediante a graça e a misericórdia. DEUS nos justifica pela fé’. Desde então, afirmou Lutero, “senti-me renascer e atravessar os portais abertos do paraíso. Toda a Escritura ganhou novo significado e, ao passo que antes a justiça de DEUS me enchia de ódio, agora se tomava indizivelmente bela e me enchia de amor. Este texto veio a ser uma porta para o céu”..

     

OBJETIVOS  Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

Definir a justificação de acordo com a Bíblia Sagrada.

Distinguir a justiça divina da humana.

Descrever as características da justificação divina.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 O texto da Leitura Bíblica em Classe divide-se em duas seções:

Exposição da doutrina da justificação. (vv.21-26) e, insuficiência humana para justificar-se (w.27-31). Segue abaixo dez sentenças extraídas do texto bíblico que sumarizam a doutrina da justificação:

1- A justiça manifestada no Antigo Testamento independe da lei (vv.21.31);

2- A justiça de DEUS se realiza mediante a fé em CRISTO, a favor de todos os que crêem (w.22, 29,30);

  1. Todos pecaram, logo, todos necessitam da justificação em CRISTO (vv.23.24);

4- A justificação é gratuita por meio da graça e da redenção que há em CRISTO (v.24);

5- A base inamovível da justificação é a morte substituta e expiatória de CRISTO (v.25);

6- A morte vicária de CRISTO satisfez a justiça de DEUS (v.25);

7- DEUS é justo ao justificar quem vive da fé em JESUS (v.26);

8- A fé é o meio pelo qual o homem alcança a justificação em CRISTO (vv.26-28);

  1. Ninguém tem qualquer mérito para ser justificado à parte da fé em CRISTO (v.27);

10- A fé não anula a lei, mas a estabelece (v.31)

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 Professor, como recurso didático para esta lição, use a tabela de “efeito global” a respeito das bênçãos decorrentes da justificação. Esse recurso é usado quando se deseja apresentar a relação de diversos fatores com um mesmo tema. Na lição, temos um tema geral, a justificação, e, vários assuntos vinculados ao mesmo. O gráfico abaixo apresenta essa correspondência em relação às bênçãos advindas da justificação. Este recurso deve ser preferencialmente usado no final do tópico “Características da justificação Divina”.

       

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE  ROMANOS 3.21-31

21 Mas agora se manifestou uma justiça que provém de DEUS, independente da Lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, 22 justiça de DEUS mediante a fé em JESUS CRISTO para todos os que crêem. Não há distinção, 23 pois todos pecaram e estão destituídos da glória de DEUS, 24 sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em CRISTO JESUS. 25 DEUS o ofereceu como sacrifício para propiciação{9} mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; 26 mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em JESUS. 27 Onde está, então, o motivo de vanglória? É excluído. Baseado em que princípio? No da obediência à Lei? Não, mas no princípio da fé. 28 Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à Lei. 29 DEUS é DEUS apenas dos judeus? Ele não é também o DEUS dos gentios? Sim, dos gentios também, 30 visto que existe um só DEUS, que pela fé justificará os circuncisos e os incircuncisos. 31 Anulamos então a Lei pela fé? De maneira nenhuma! Ao contrário, confirmamos a Lei.

 

Comentários de Editora Vida Nova e Mundo Cristão – Livro Romanos, Introdução e Comentários

 

Tesouro de Conhecimento bíblico – EMÍLIO CONDE – CPAD

JUSTIÇA – Do hebraico “ sedaqah” e do grego “ dikaiosyne” , “ dikaos’ “, é a virtude que dá a cada um o que lhe é de direito.

Considerando-se que tanto a justiça como as leis divinas são de ordem espiritual e são mais elevadas do que a lei e a justiça dos homens, e mais exigentes em sua aplicação e observância; considerando-se que não há alguém capaz de cumprir a lei e praticar a justiça, por si só, conclui-se que todos os homens são transgressores, estando sujeitos à condenação, a não ser que sejam perdoados, através da justiça divina, isto é, através do perdão de Deus pelo sangue de Jesus Cristo.

As Escrituras apresentam como justos os homens que possuem certas qualificações . Vamos observar o que a Bíblia diz acerca de Simeão, quando Jesus foi apresentado no templo: “Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo” (Lc 2.25). Simeão e chamado de justo, isto e, digno de justiça, simplesmente porque viu o Messias e creu nas infalíveis promessas divinas de restauração do gênero humano.

A noção de justiça de Deus em Paulo e encontrada em Romanos 1.17; 3.5,21,25; 10.3; 2 Coríntios 5.21 e tem um sentido

derivado. Para a maior parte dos exegetas, a justiça divina em Romanos e a justiça que vem de Deus, que o homem recebe

de Deus, meramente imputada, ou como fruto de santificação. Para outros, a justiça de Deus em Paulo e a justiça que o próprio Deus possui, isto e, um atributo divino que em certo sentido e comunicado aos homens.

A justiça de Deus e o fundamento para a justiça humana e para a graça da filiação, como encontramos nas cartas de Joao: “Se sabeis que Ele e justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça e nascido dele” (1 Jo 2.29).

Tesouro de Conhecimento bíblico – EMÍLIO CONDE – CPAD

 

Autor F.F.Bruce – Série Cultura Bíblica

http://www.vidanova.com.br/e-commerce/productdetails.asp?ProductID=1587&Process%20Type=

As bênçãos que acompanham a justificação: paz, alegria, esperança (5:1-11).

Tendo exposto o meio usado por Deus para justificar os pecadores, e tendo estabelecido isto com base no precedente veterotestamentário, Paulo agora enumera as bênçãos que se acumulam para aqueles cuja fé lhes foi imputada para justiça. A primeira delas é paz com Deus. Homens e mulheres anteriormente em estado de rebelião contra Ele, agora estão reconciliados com Ele pela morte de Cristo. Como Paulo diz noutra epístola, o propósito de Deus era reconciliar “consigo mesmo todas as cousas” mas, preeminentemente, era reconciliar consigo aqueles que eram “estranhos e inimigos” dele “no entendimento” — ou “no coração” (Cl 1:20-22). E que de fato a morte de Cristo realizou esta reconciliação é matéria de nítida experiência nas vidas de sucessivas gerações de crentes. A reconciliação é algo que Deus já efetuou mediante a morte de Cristo, e os homens são convidados a aceitá-la, a desfrutá-la, para estar em paz com Deus.

Esta paz traz consigo livre acesso a Deus. Os ex-rebeldes não são apenas perdoados no sentido de que sua merecida punição recebeu indulto, mas são colocados num lugar em que desfrutam de alto favor de Deus — “esta graça na qual estamos firmes”. É mediante Cristo que eles entraram neste estado de graça, e é também por meio dele que se alegram “na esperança da glória de Deus”. Paz e alegria são bênçãos gêmeas do Evangelho. Nas palavras de um velho pregador escocês, “paz é alegria em repouso; alegria é paz a dançar”.

Três objetos da alegria são mencionados neste parágrafo. O primeiro é nossa esperança da glória de Deus. Acerca desta glória vindoura haverá mais coisas para considerar quando chegarmos ao capítulo 8. Mas a glória de Deus é o fim para o qual Ele criou o homem, e é por meio da obra redentora de Cristo que este fim 60

será atingido. Enquanto Seu povo permanecer em corpos mortais, ela continuará sendo uma esperança. Mas é uma esperança segura, uma esperança em que há certeza de cumprimento, porque os que a nutrem já receberam a garantia da sua realização no dom do Espírito Santo, que enche os seus corações do amor de Deus.

O segundo objeto da alegria é inesperado: “também nos gloriamos nas próprias tribulaçôes” (versículo 3). Se isto nos parece estranho, lembremo-nos de que no Novo Testamento as aflições são vistas como a ex-periência normal do cristão. Os apóstolos exortavam os conversos “mostrando que, através de muitas tribulaçôes, nos importa entrar no reino de Deus” (At 14:22). E quando a tribulação os acompanhava, como normalmente sucedia, não podiam queixar-se de que não foram prevenidos. Mas as aflições e tribulaçôes não eram somente consideradas como um traço inevitável da sorte do cristão. Eram vistas como uma característica do verdadeiro cristianismo: eram um sinal de que Deus considerava os que as suportavam como dignos do Seu reino (ver 2 Ts 1:5). Além disso, produziam efeito moral salutar naqueles que as sofriam, pois os ajudavam a cultivar caráter paciente e constante, e quando essa paciência e essa constância estavam ligadas à fé cristã, a esperança cristã era ainda mais incentivada.

Acima de tudo, os crentes aprendiam a regozijar-se no próprio Deus (versículo 11). A esperança da glória era uma jubilosa esperança, e os que a conheciam porque sofriam provações e perseguições podiam alegrar-se no meio dos seus problemas, e até mesmo por causa deles. Mas nenhuma alegria é comparável à alegria que se acha em Deus mesmo — a alegria daqueles que fazem ecoar as palavras do salmista: “Deus (…) é a minha grande alegria” (Sl 43:4).

E por que não alegrar-se em Deus? Seu povo foi reconciliado com Ele pela morte de Cristo, e experimenta diária libertação do mal mediante a vida do Cristo ressurreto, enquanto que o fim para o qual olha confiante não é mais o derramamento da ira divina, mas o desvendar da glória divina. E dà primeira à última, atribui suas bênçãos ao amor de Deus. Foi por causa desse amor que Cristo entregou Sua vida pelos Seus enquanto estes eram fracos, pecadores e completamente destituídos de atrativos. O amor votado por homens e mulheres levá-los-á a morrerem por aqueles que são objetos naturais desse amor, não porém por aqueles que não são amados nem atraem o seu amor. Contudo, aí é que o amor de Deus brilha com a maior refulgência: Deus confirma Seu amor por nós no fato de que Cristo morreu por nós quando estávamos ainda em estado de rebelião contra Ele. Tão completa é a união do Pai e do Filho, que o sacrifício de um pode ser apresentado como prova do amor do outro. Na verdade, no Novo Testamento inteiro a morte de Cristo é a manifestação suprema do amor de Deus: “Nisto consiste o amor”, diz João, “não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou, e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4:10). Que perversão do caráter divino perpetram aqueles que às vezes falam como se Cristo tivesse morrido pelos homens para fazer com que Deus os amasse! Aqui e em toda parte se ensina que a morte de Cristo produziu mudança na relação entre Deus e o homem. Mas mudança nenhuma estava envolvida na realidade do amor de Deus.

Então, alegria, paz e esperança — fruto do Espírito — marcam a vida daqueles que foram justificados pela fé em Deus. Cancelou-se o réu culposo do passado, assegura-se a glória do futuro, e aqui e agora a presença e o poder do Espírito de Deus asseguram ao cristão toda a graça de que necessita para suportar a provação, resistir ao mal, e a viver como convém a alguém que Deus declarou justo.

  1. Temos paz com Deus.

(Assim AV, RVmg., RSV, AAmg.; ver NEBmg.). RV, RSVmg, e A A dizem: “tenhamos paz com Deus”. A questão é qual das duas formas devemos seguir — o indicativoechomen (“temos”) ou o subjuntivo echõmen (“tenhamos”). Ambas estão bem documentadas, mas é mais forte a documentação em favor do subjuntivo (que aparece em primeira mão não somente nos códices alexandrinos Aleph e B, mas também no códice D e na Versão Latina) do que em favor do indicativo (para o qual o texto de Alephe B foi corrigido por anotação posterior e que aparece no códice ocidental G). A variação da redação pode retroceder a um primitivo estágio da transmissão do texto, anterior à publicação do Corpus Paulinum (ver pp. 23s.). A substituição de uma forma pela outra seria facilitada pelo fato de que, com um acento tônico forte na primeira sílaba (como no grego moderno), a distinção entre a vogai longa e a breve na segunda sílaba tende a desaparecer, de modo que as duas formas teriam pronúncia quase idêntica. No curso do ditado, portanto, quem ditava podia pretender uma forma e o escriba escrever outra.13 Não pode haver dúvida de que “temos paz com Deus” cabe melhor no argumento de Paulo (ver vesículo 11, RV: “recebemos agora a reconciliação”; AA: “acabamos agora de receber a reconciliação). Todavia, em vista da evidência textual, podemos aceitar o subjuntivo se o 61

entendemos no sentido dado por NEB: “continuemos em paz com Deus.”14

  1. Por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes.

RVmg., RSV e NEB omitem “pela fé”, ausente de certo número de antigas autoridades orientais e ocidentais. Mesmo que não esteja explícita esta expressão, está implícita (ver 11:20, “mediante a fé estás fir-me”). Ver também Efésios 2:18: “por ele, ambos (tanto os crentes judeus como os crentes gentios) temos acesso ao Pai em um Espírito.” “Acesso” denota o privilégio de aproximar-se ou ser introduzido à presença de alguém de alta posição, especialmente uma personagem real ou divina. Aqui Cristo é visto como introduzindo os crentes em seu novo estado de graça e de aceitação diante de Deus (ver Ef 3:12).

E nos gloriamos na esperança da glória de Deus, glória da qual fomos destituídos pelo pecado (3:23). O verbo “gloriar-se” aqui e no versículo 3, em sua formakauchõmetha, pode ser indicativo (“nos gloriamos”) ou subjuntivo (“gloriemo-nos”).

  1. A esperança não confunde.

AV: “não envergonha”. Ver Isaías 28:16, LXX (citado em 9:33, 10:11): “Todo aquele que nele crê não será envergonhado.” Uma esperança que não se realiza deixa envergonhada a pessoa, mas a que se baseia na promessa de Deus tem seu cumprimento garantido.

O amor de Deus (i. e., o amor que Deus nos tem) é. derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado. Esta referência à obra do Espírito Santo no crente antecipa o relato mais completo dado no capítulo 8. A presente obra do Espírito é o penhor daquela glória pela qual o crente espera.

  1. A seu tempo.

Isto ê, no tempo da maior necessidade, quando nada senão Sua morte poderia ajudar.

Cristo morreu pelos ímpios. Isto explica o paradoxo de 4:5, de que Deus “justifica ao ímpio”.

7, 8. Poderá ser que por um bom alguém se anime a morrer. Mas (…) enquanto éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós (AV).

“Um bom homem” é literalmente “o bom homem” (RV, AA), onde o artigo definido indica um tipo particular de homem. Há pouca distinção entre “justo” e “bom” neste versículo. “Bom” traduz agathos, e não chrêstos (“bondoso”). Alguns preferem entender “bom” como neutro aqui, como se se referisse a uma boa causa em vez de a um bom homem. O argumento geral de Paulo é bem claro: “mesmo por alguém que é justo ou bom, dificilmente você acharia alguém disposto a dar a vida — bem, pode ser que algumas pessoas chegassem ao ponto de fazer isso — mas o amor de Deus se vê em Cristo âarSua vida por aqueles que não eram nem justos nem bons, senão ímpios pecadores.”

  1. Sendo justificados pelo seu sangue.

Seu “sangue”, como em 3:25, indica a entrega de Sua vida como sacrifício; “pelo seu sangue” aqui é sinônimo de “mediante a morte do seu Filho” no versículo 10.Seremos por ele salvos da ira. Ver 1 Tessalonicenses 1:10, onde Jesus é chamado “nosso Libertador da ira vindoura” (AA: “Jesus, que nos livra da ira vindoura”). Em ambas as passagens é provável que se tenha em vista a manifestação do juízo do fim dos tempos. Ver também 1 Tessalonicenses 5:9: “Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo.” Os que foram declarados justos por Deus podem já alegrar-se por sua libertação da ira divina.

  1. Nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho.

Ver Colossenses l:21s.: “E a vós outros também que outrora éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte.” A hostilidade e a alienação que precisam ser removidas estão no homem, não em Deus. É Ele que toma a iniciativa, com boa vontade, providenciando “a redenção que é em Cristo Jesus”.

Muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. Esta afirmação reaparece expandida em 6:18ss. “Sua vida” é a vida da Sua ressurreição.

  1. Por intermédio de quem acabamos agora de receber a reconciliação. AV: “Por quem recebemos agora a reconciliação” — “atonement”, expiação. Aqui “atonement” é usado em seu sentido etimológico de “at-one-ment”, tornar “em um”, i. e., unir, reconciliar. Tyndale parece ter sido o primeiro a empregar “atonement” neste sentido teológico. Mas esta palavra inglesa não tem mais este sentido. Portanto, traduza-se “reconciliação” (com RV, RSV e NEB), que é o equivalente próprio de katallage. Onde se menciona a reconciliação no Novo Testamento, Deus ou Cristo é sempre o Reconciliador, e o homem é o objeto (ou está entre os objetos) da reconciliação. Deus “nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo”, e os homens são solicitados a que se reconciliem “com Deus” (2 Co 5:18, 20). A situação pode ser comparada com a de um rei a proclamar anistia para súditos rebeldes, instados a aceitarem seu perdão gratuito enquanto lhes é estendido. A aversão de Deus pelo pecado não O torna inimigo dos pecadores nem O leva a procurar o seu mal. Seu desejo é “que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (lTm 2:4).

 

  1. A velha a nova solidariedade (5:12-21).

A representação de Cristo como o “último Adão”, em contrapartida ao “primeiro Adão”, é traço proeminente da cristologia de Paulo. Ela não lhe é peculiar dentre os escritores do Novo Testamento, e talvez não tenha sido produzida originariamente por ele, mas ele a desenvolve mais completamente do que qualquer outro, principalmente nesta seção de Romanos e em sua discussão da ressurreição em 1 Coríntios 15:22, 45-49.

A idéia do homem de Deus como aquele que cumpre o propósito de Deus é freqüente no Velho Testamento. Ê “o homem da tua mão direita, (…) o filho do homem que tornaste forte para ti”, por cuja prosperidade e vitória se oferece oração no Salmo 80:17. Quando um homem falha na realização do propósito de Deus (como, de um modo ou de outro, todos fazem), Deus levanta outro para tomar-lhe o lugar — Josué para substituir Moisés, Davi para substituir Saul, Eliseu para substituir Elias. Mas quem poderia tomar o lugar de Adão? Somente alguém que fosse capaz de desfazer os efeitos do pecado de Adão e de se fazer o iniciador de uma nova humanidade. A Bíblia — como também, na verdade, a história do mundo — sabe de um único homem que possui as necessárias qualificações. Cristo (na tradução que Carlyle fez do hino de Lutero) se destaca como “o Homem Exato por Deus oferecido.”

E aos que Ele colocou em reta relação com Deus, a velha solidariedade do pecado e da morte, que tinham por sua associação com o primeiro Adão, abriu passo para uma nova solidariedade: a da justiça e da vida, pela associação com o “último Adão”.

Paulo arremata seu argumento até aqui traçando um paralelo e uma antítese entre Adão e Cristo. Para ele, Adão é uma “figura” — contrapartida ou tipo — de Cristo. Como a morte entrou no mundo por meio da desobediência de Adão, assim a nova vida entra por meio da obediência de Cristo. Como o pecado de Adão envolve em culpa sua descendência, assim a justiça de Cristo é creditada em favor do Seu povo.

Para o apóstolo, Adão era sem dúvida um indivíduo histórico, o primeiro homem. Mas era mais: era o que seu nome significa em hebraico — “humanidade”. A humanidade inteira é vista como tendo originalmente pecado em Adão. Na narrativa da queda, em Gênesis 3, “toda a história humana está comprimida”. Seus incidentes são reeditados na vida da raça e, na verdade, em alguma extensão, na vida de cada membro da raça.

Paulo era inteiramente versado no conceito hebraico de personalidade corporificada e seu pensamento podia facilmente oscilar, por um lado, entre o primeiro Adão e a humanidade pecadora, e por outro lado, entre Cristo, “o segundo homem”, e a comunidade dos redimidos. E com muita propriedade o faz. Nossa solidariedade com os nossos semelhantes é uma realidade que tendemos a negligenciar na afirmação da nossa independência individual. “Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte do todo. Se um bloco de terra é arrastado pelas águas, o território fica diminuído, seja a Europa, ou um promontório ou a fazenda dos teus amigos. A morte de cada ser humano me diminui, porque estou envolvido na humanidade. Portanto, nunca mande perguntar por quem os sinos dobram: dobram por ti.” As palavras de John Donne, muitas vezes citadas, expressam uma verdade permanente. Porque vivemos em corpos separados, in-clinamo-nos a pensar que todos os outros aspectos da nossa personalidade são igualmente separados e encerrados em si, mas não é assim. Contudo, aqui se distinguem duas espécies diferentes de solidariedade. Uma nova criação veio à luz: a velha “solidariedade com Adão” no pecado e na morte rompeu-se para ser substituída pela nova “solidariedade em Cristo” na graça e na vida. Todavia, o rompimento não se dá por um corte nítido e bem delineado. No presente, há um envoltório cobrindo ambas. “Assim como em Adão todos morrem” aplica-se, na esfera física, aos crentes, do mesmo modo como “assim em Cristo todos viverão” se lhes aplica, enquajito durar esta vida mortal. Mas aqui e agora eles têm, de fato, a segurança de que, porquanto estão “em Cristo”, “viverão” verdadeiramente porque aqui e agora, mediante a fé nele, receberam de Deus aquela justificação que traz a vida como seu séquito. “Diante de Deus”, dizia Thomas Goodwin que, no século dezessete, foi presidente do ‘Magdalen College’, em Oxford, “há dois homens — Adão e Jesus Cristo — e todos os outros homens estão pendurados nos cinturões deles dois.”

A obediência de Cristo à qual o Seu povo deve sua justificação e sua esperança da vida eterna não deve 63

ser tida como limitada à Sua morte. Sua morte é vista aqui como coroa e ponto culminante daquela “obediência ativa” que caracterizou Sua vida durante todo o seu transcurso. Foi uma vida perfeitamente justa que Ele entregou à morte para o bem do Seu povo. A vida justa, em si, não teria satisfeito à necessidade humana, se não tivesse levado sua obediência até o ponto de sofrer a morte “e morte de cruz”. Mas nem Sua morte teria satisfeito à necessidade humana, se a vida que Ele ofereceu não fosse perfeita. A linguagem empregada por Paulo aqui é um eco das palavras do “Cântico do Servo”: “o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos (lit., “fará justos a muitos”), porque as iniqüidades deles levará sobre si” (Is 53:11).

Assim, se à queda de Adão colocou toda a sua posteridade sob o domínio da morte, a obediência de Cristo introduziu triunfalmente uma nova raça nos domínios da graça e da vida.

“Mas”, dirá alguém, “em toda essa discussão acerca de Adão e Cristo, você não se esqueceu de Moisés? Onde é que ele entra? Não é certo que a introdução da lei entre Adão e Cristo significa que existem três eras, inauguradas respectivamente por Adão, Moisés e Cristo, e não apenas duas, inauguradas respectivamente por Adão e Cristo?”

“Não”, diz Paulo. “A lei não tem significação permanente na história da redenção. Ela foi introduzida como medida temporária para um propósito prático. O pecado esteve presente no mundo desde a queda de Adão, mas o propósito da lei era trazer o pecado à plena luz do dia, para que o pecado pudesse ser reconhecido mais claramente por aquilo que realmente é. Mais que isso: a lei de fato tinha como efeito o aumento do volume do pecado abertamente praticado no mundo. Não é apenas que na presença de leis específicas o pecado toma a forma de transgressões específicas daquelas leis; a presença da lei pode estimular positivamente o pecado, como uma proibição pode tentar as pessoas a fazerem o que é proibido, ao passo que podia ser que nunca tivessem pensado em fazê-lo se a sua atenção não fosse chamada para a ordem de proibição.” Paulo aqui demonstra segura compreensão da natureza humana. Há algo substancialmente real na história da velha senhora que se opunha à recitação dos Dez Mandamentos na igreja “porque põem idéias demais na cabeça da gente”.

Mas a lei não introduziu nenhum novo princípio na situação. Ela simplesmente revelou mais completamente o princípio do pecado que já estava presente. O Evangelho, por outro lado, introduziu um princípio totalmente novo — o princípio da graça de Deus. Por mais depressa que a operação da lei estimule o pecado e o faça crescer, mais depressa ainda a graça de Deus cresce e tira a carga do pecado acumulada.1S

  1. Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte.

Este “um só homem” é Adão. A referência é à narrativa da queda em Gênesis 3. Ver Sabedoria 2:23s.:

“Deus criou o homem para a incorrupção,

e o fez à imagem da sua eternidade,

mas pela inveja do diabo a morte entrou no mundo

e os que pertencem ao partido dele a experimentam.”

A mesma tecla é tocada pelo brado registrado em 2Esdras 7:118: “Ó Adão, que fizeste? Pois embora sejas tu quem pecou, a queda não foi só tua, mas também nossa, que somos teus descendentes.” Caracteristi-camente, Ben Sirac tira uma lição moral misógina da narrativa: “O pecado começou com uma mulher, e por causa dela todos morremos” (Eclesiástico 25:24; ver p. 122). Entretanto, nenhum desses escritores vê coisa alguma da significação mais profunda da queda do homem agora desvendada por Paulo.

A morte passou a todos os homens porque todos pecaram. Traduza-se, com RSV: “e assim a morte se espalhou a todos os homens porque todos os homens pecaram” — pecaram, quer dizer, em Adão, e não sub-seqüentemente, imitando o pecado de Adão, que é o sentido das palavras de Romanos 3:23 (e confira o versículo 14, abaixo).16 A construção e o pensamento subjacente têm paralelo em 2 Coríntios 5:14 (RSV): “Um morreu por todos, logo todos morreram” — onde, contudo, está o efeito racial da morte de Cristo, não do pecado de Adão, que Paulo tem em vista. Não é simplesmente porque Adão é o ancestral da humanidade que se diz que todos pecaram no pecado dele (doutra forma, poder-se-ia argumentar que, uma vez que Abraão creu em Deus, todos os seus descendentes estão automaticamente envolvidos em sua fé17); é porque Adão é a humanidade. Embora a tradução da Vulgata de “porque” (grego eph’hõ) por “em quem” (latim in quo) possa ser uma tradução errônea, é interpretação certa.18

Paulo não conclui sua sentença com o termo “assim” para combinar com a expressão “assim como” do versículo 12. Sua referência à morte como propagada a todos os homens por causa do pecado, leva-o a introduzir o longo parêntese dos versículos 13-17, e quando termina, em vez de entrar com a frase principal esperada pelo leitor, repete a expressão “assim como” do versículo 12 com palavras diferentes no versículo 18, e põe em seguida à nova expressão “assim como” a expressão “assim também”, para contrabalançar. Uma apódose em termos correlativos à expressão “assim como” do versículo 12 poderia ser verbalizada mais ou menos assim: “assim também por um só homem o meio de justiça de Deus foi introduzido, e pela justiça a vida.”

  1. Até ao regime da lei havia pecado no mundo.

Uma vez que o pecado conseguiu entrada na família humana, seguiu-se a morte. A sentença passada contra Adão, “no dia em que dela co-meres, certamente morrerás” (Gn 2:17), foi executada em seus descen-dentes, embora — enquanto não foi dada a lei — não houvesse um mandamento positivo a ser transgredido, como havia para Adão.

Mas o pecado não é levado em conta quando não há lei. (Ver 4:15) Apesar disso, o pecado penetrava tudo, e tinha efeito mortal, mesmo na ausência de qualquer mandamento positivo incluindo penalidade. O pecado se manifesta na forma de transgressões específicas quando há mandamentos específicos sujeitos a serem transgredidos. A tradição judaica tardia considerava os mandamentos dados a Noé em Gênesis 9:1-7 como leis obrigatórias para todos os gentios, mas não sabemos se Paulo era dessa opinião.

  1. O qual prefigurava aquele que havia de vir.

Isto é, Adão, o primeiro homem, é uma contrapartida ou “tipo” (tupos) de Cristo, que Paulo alhures chama de “o último Adão” e “o segundo homem” (1 Co 15:45, 47). É notável que o único personagem do Velho Testamento a ser chamado explicitamente de “tipo” de Cristo no Novo Testamento é Adão.19 E essa conexão é pertinente, ainda que a relação tipológica entre eles seja de contraste antes que de semelhança: no pensamento de Paulo, Cristo substitui o primeiro homem como o arquétipo e representante de uma nova humanidade:

  1. Se pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus (…) foi abundante sobre muitos.

Por “muitos” a RV acertadamente traduz “os muitos” em ambas as frases (ver versículo 19), “os muitos” sendo a grande massa da humanidade (como o duplo “todos” em 1 Co 15:22). Ver também 11:32 (pp. 180s.). Uma inferência natural destas palavras é “que a graça obtida por Cristo pertence a maior número de pessoas do que a condenação contraída pelo primeiro homem”. Esta colocação é de Calvino — a qual pode surpreender aqueles que imaginam que ele divisava os eleitos como constituindo uma pequena minoria. Calvino de fato sabia de alguns que viam os eleitos como minoria e que, por conseguinte, argumentavam que Paulo estava aqui “meramente debatendo um ponto”, e achou que não havia como reprovar o argumento deles. Contudo, o raciocínio pessoal de Calvino foi “que, se a queda de Adão teve como efeito produzir a ruína de muitos, a graça de Deus é muito mais eficaz no benefício feito a muitos, desde que Cristo é, reconhecidamente, muito mais poderoso para salvar do que Adão o era para arruinar.”

Na afirmação de que a graça de Deus foi mais abundante para “os muitos” (RV), a expressão “os muitos” é provavelmente um eco deliberado de Isaías 53:11, onde o Servo do Senhor justifica “os muitos” (TM, LXX). Daí “os muitos” também se usa a modo de equilíbrio, na primeira parte do versículo, com referência àqueles que morreram em Adão. Compare-se também com a dupla ocorrência de “os muitos” no versículo 19 (RV), onde “por meio da obediência de um só muitos se tornarão justos” é ainda com maior clareza uma repetição de Isaías 53:11.20

  1. O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou.(…)

O livre dom não está na mesma escala em que está o efeito do pecado de Adão. Pela ação de um pecador, passou-se sentença de condenação. Mas o livre dom, dado depois de muitas repetições do primeiro pecado, tem origem na inversão que Deus faz do julgamento adverso e Sua concessão de um estado justo a muitos pecadores.

  1. O dom da justiça, i. e., o dom da justificação, da justiça que Deus confere aos crentes.

Reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Quando reina a morte, os homens são suas desamparadas vítimas; quando Cristo reina, os homens partilham da vida da Sua ressurreição e da glória da Sua realeza (ver 8:17).

  1. Por uma só ofensa (…) por um só ato de justiça.

(AV: “Pela ofensa de um (…) pela justiça de um.”) RV faz tradução parecida com a de AA: “por um delito (…) por um ato de justiça.” Isso é gramaticalmente permissível, como o é a tradução de AV, mas esta faz melhor paralelo com o versículo 19: “pela desobediência de um só homem (…) por meio da obediência de um só.” A “justiça de um” é estritamente o “ato de justiça de um” (dikaiõma,21 com sentido diferente daquele que tem no versículo 16), como contrastado com o “ato de transgressão (ou ofensa) de um”. O “ato de justiça” é o ato de coroamento da obediência de Cristo durante toda a Sua vida (versículo 19), quando Ele entregou Sua vida.

Para a justificação que dá vida. Visto que Paulo empregou dikaiõma nesta sentença com o sentido de “ato de justiça”, não o volta a empregar (como o fez no versículo 16) no sentido de “justificação”, mas emprega dikaiõsis, que já tinha usado neste sentido em 4:25. “Justificação da vida” (AV) é justificação que leva à vida (ver AA) exatamente como a condenação leva à morte.

  1. Como pela desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores, assim também por meio da obediência de um só muitos se tornarão justos.

Em lugar de “muitos” leia-se “os muitos” (como se lê em RV e NEB); ver versículo 15. “Õ doce permuta, ó inescrutável criação, ó benefícios não procurados, que o pecado de muitos seja posto fora do alcance da vista e seja lançado sobre um Homem Justo, e a justiça de um justifique muitos pecadores!” {Epístola a Diogneto IX. 5). Sua obediência conseguiu mais do que Abraão jamais poderia ter conseguido; por Sua paixão e triunfo, conquistou o direito e o poder de fazer bater em retirada as forças cósmicas hostis — de “restabelecer a situação cósmica”, como o coloca C. K. Barrett22 — e assegurar ao Seu povo participação em Sua vitória.

  1. Sobreveio a lei (pareiserchomai, “juntou-se a”, RV; “introduziu-se neste processo”, NEB) para que avultasse a ofensa. Ver Gálatas 3:17: “Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões (“para tornar o delito em ofensa legal”, NEB), até que viesse o descendente (“a semente”, AV) a quem se fez a promessa.” Neste sentido a lei é uma dispensação parentetica no transcurso dos procedimentos de Deus para com a humanidade.

 

Comentários de Editora Vida Nova e Mundo Cristão – Livro Romanos, Introdução e Comentários

Autor F.F.Bruce – Série Cultura Bíblica

 

Resumo da revista, com comentários ali contidos:

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

Nesta lição, estaremos em contato com uma das mais sublimes doutrinas das Sagradas Escrituras – a justificação pela fé em CRISTO.

Em atitude de profundo agradecimento a DEUS, curvemo-nos ante Aquele, cuja morte justificou-nos diante do trono divino. E, agora, justificados pela fé, temos paz com DEUS através de nosso Senhor JESUS CRISTO (Rm 5.1). 

 

 I- A JUSTIFICAÇÃO

  1. A justificação é um ato divino. 

A justificação é uma declaração de DEUS, segundo a qual todos os processos da lei divina são plenamente satisfeitos, por meio da justiça de CRISTO, em benefício do pecador que o recebe como salvador. Justificação significa mudança de posição espiritual diante de DEUS: de condenados para justificados. Esta é a única maneira do homem ter comunhão com DEUS, apresentando-se a Ele sem culpa.

A obra redentora resultante do sacrifício expiatório, efetuado por CRISTO na cruz, propiciou a maior de todas as dádivas de DEUS – a salvação do indigno e miserável pecador.

 

  1. A justificação testificada pela lei e pelos profetas (v. 21). 

A justificação do pecador, mediante o sacrifício vicário de CRISTO, pode ser percebida por meio de várias profecias no Antigo Testamento (Is 53.11; 45.22-25; 61.10; Jr 23.6; 33.16; SI 85.10; G13.7). Em Gênesis 3.21, por exemplo, encontramos uma nítida figura do propósito divino neste sentido. DEUS cobrirá graciosamente a nudez de nossos primeiros pais, Adão e Eva, após terem pecado. Outro exemplo digno de nota é o de Abraão que foi justificado por DEUS somente pela fé (Gn 15.6); fato transcendental que a Bíblia confirma em Romanos 4.3.  A lei mosaica não tinha a intenção de alcançar a justiça pelo esforço humano, mas de revelar a justiça de DEUS (Rm 8.4; 10.4,10; At 10.39). Os sacrifícios da lei não visavam retirar os pecados, mas cobri-los temporariamente até que CRISTO viesse como o sacrifício perfeito e substitutivo (Êx 12.1-23; Jo 1.29). As ordenanças, rituais, sacrifícios e princípios de vida piedosa ensinados no Antigo Testamento, embora divinamente inspirados, não podiam quitar as “dívidas” da humanidade, e muito menos, transformar o perdido pecador num justo.

 

 II- A JUSTIÇA DE DEUS

  1. A justiça de DEUS na dispensação da graça.

A expressão “justiça de DEUS”, na Epístola aos Romanos (1.17; 3.21,22) e em outras passagens, refere-se ao tipo de justiça que o Senhor aceita para que o homem tenha comunhão com Ele.

Essa justiça resulta da nossa fé em CRISTO segundo o evangelho. Em outras palavras, a justiça é o próprio CRISTO (1 Co 1.30; 2 Co 5.21; Fp 3.9).

      Por ter sido um ardoroso representante do legalismo, Paulo não cessava de enaltecer a manifestação da justiça divina em sua vida (Fp 3.4-6). Não perdia a chance de enfatizar que é impossível ao homem justificar-se diante de DEUS através de suas próprias obras (Fp 3.9; Gn 2.16; Tt 3.5). 

  1. A justiça de DEUS pela fé. 

Na Epístola aos Romanos, capítulos 3 e 4, Paulo ensina que não há outro meio pelo qual o homem alcance a salvação senão pela fé em CRISTO. Por sua vez, o escritor aos Hebreus, no capítulo 11 de sua epístola, mostra que somente pela fé o crente será vitorioso em todos os sentidos.

.Este mesmo princípio é encontrado em Romanos 4.5, onde a Bíblia declara que quem “não pratica (boas obras), porém crê n’Aquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”.

 

III- CARACTERÍSTICAS DA JUSTIFICAÇÃO DIVINA

  1. A justiça. divina alcança a todos.

Assim como o pecado tomou-se universal, a Justlflcação destina-se a todos quantos queiram ser salvos (Tt 2.11). A expressão “para que todo aquele que nele crê não pereça” (Jo 3.16) abrange a todos, indistintamente. Todos os que se arrependem de seus pecados e crêem em JESUS como Salvador não perecerão, mas terão a vida eterna. E é tudo pela graça de DEUS, conforme está escrito: “Onde abundou o pecado; superabundou a graça” (Rm 5.20). Esta “multiforme graça” alcança de igual modo todas as pessoas de todas as raças, culturas, níveis sociais, idades e circunstâncias (Jo 6.37). Ninguém é bom o suficiente para se salvar, como também não é tão mau que não possa ser salvo por JESUS.

  1. A justiça de DEUS é concedida gratuitamente mediante a graça. 

Desde que Adão e Eva pecaram contra o Senhor, a lei não tem feito outra coisa senão revelar a culpa universal do ser humano e a justiça do Todo-Poderoso. A graça que procede do amor do Pai reina por meio da justiça, como afirma Romanos 5.21.

É mediante o sacrifício de CRISTO sobre a cruz, como perfeito substituto do culpado, que DEUS justifica o pecador, quando, arrependido, crê em seu Filho para a salvação (Gn 3.13; 1 Pe 2.24; Rm 10.10).

Esta é a maior demonstração da justiça divina. O Altíssimo continua sendo justo mesmo justificando um . pecador (Rm 3.26).

  1. É propiciada por CRISTO (v.25). 

“Ao qual DEUS propôs para do propiciação no seu sangue”. Propor significa “apresentar perante todos”, ou seja, o Pai constituiu o filho, feito homem perante o mundo, como Salvador da humanidade (Jo 1.14; Mt 1.20-23; Gl 4.4,5).

“Propiciação” (v.25) é CRISTO morrendo em lugar dos perdidos a fim de salvá-los. É a remoção da ira divina por meio de uma oferta, de uma dádiva.

O Tabernáculo com seus objetos, sacrifícios e sacerdócio prefigurou como sombra, entre outros elementos da salvação, a propiciação. Onde há sombra há realidade (Cl 2.16,17; Hb 10.1). Examine também: SI 32.2; Mt 20.28; Jo 1.29; Rm 4.7,8; 1 Co 15.3; 2 Co 5.19,2; 1Jo 2.2; 4.10. Propiciação é uma referência ao propiciatório. Este encontrava-se no Lugar Santíssimo do Tabernáculo onde o sumo sacerdote entrava apenas uma vez por ano, no Dia da Expiação, para sacrificar em favor do povo. Ali, ele aspergia o sangue expiador do sacrifício como símbolo da quitação ou remissão correspondente ao castigo de seus pecados e dos pecados do povo.

JESUS é o verdadeiro Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo (ls 53; Jo 1.29; Lc 23.46; GI 4.4,5). Foi DEUS que estabeleceu todas as coisas concernentes a JESUS, a fim de salvar-nos (At 2.23).

Expiação tem a ver com o pecado; propiciação, com a atitude de DEUS para com o pecador arrependido; e redenção, com a pessoa do pecador. Tudo efetuado por DEUS em CRISTO (1 Tm 2.6; 1 Pe 1. 18,19; At 20.28).

  1. É outorgada por DEUS. JESUS, como sua base (Rm 5.9). É obtida através da nossa fé em CRISTO (Rm 3.28); a fé sem as obras humanas é o meio estipulado por DEUS para nossa justificação (GI 2.16). A ressurreição de CRISTO é a garantia da perenidade de nossa justificação (Rm 4.25). Se alguém deseja ser justificado e sair da lista dos que estão sob a ira de DEUS, deve crer em CRISTO (Rm 1.16,17; 3.3,21,22). O único requisito estabelecido por DEUS para que o pecador seja justificado é que venha a CRISTO pela fé, aceitando-o como seu único salvador.

  

 IV- A MENSAGEM PROVENIENTE DA CRUZ DE CRISTO

  1. Salvação sem vanglória e méritos humanos. 

Visto que a nossa salvação consiste somente na obra redentora de CRISTO consumada na cruz, o homem não tem motivo algum para se vangloriar porque “nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”, a não ser o nome de JESUS (At 4.12).

  1. Salvação oferecida a todos. 

A preservação da vida de Raabe e sua família (Hb 11.31); a bênção sobre a vida de Rute (Rt 4.13-22); e a cura de Naamã (2 Rs 5.1-14), são apenas alguns exemplos de que DEUS é Senhor e abençoador de todos. Ele quer salvar a todos (Tt 2.11; Mt 11.28; Jo 6.37; Ef 4.6). O profeta Jonas testificou que DEUS é misericordioso para aceitar a qualquer um que se arrependa de seus pecados (Jn 4.2). O Evangelho de João 1.12 confirma este propósito de DEUS: salvar a todos (Jo 1.12). JESUS também o declarou (Jo 3.17; 5.24). Infelizmente, muitos são os que rejeitam o convite da graça de DEUS e acabam por desprezar a CRISTO, acarretando sobre si a ira divina.

 CONCLUSÃO

O castigo divino pelo pecado não poderia ser protelado indefinidamente. A justiça divina concernente aos delitos do homem deveria ser satisfeita. Assim, CRISTO veio e satisfez em definitivo nossa dívida no Calvário, tornando-nos, a todos os que cremos n’Ele, justificados perante DEUS.

 

JESUS VIVE PARA SALVAR (Romanos 5:1-21)  http://www.estudosdabiblia.net/romanos.htm#Jesus Vive para Salvar

No capítulo 5, Paulo destaca o poder de Jesus vivo para ajudar os discípulos perdoados, e apresenta uma série de pontos de contraste entre Adão e Jesus.

O Poder de Jesus Vivo (1-11)

O pecado nos separou de Deus. Agora o resultado da nossa justificação é a comunhão e paz com ele (1). Por intermédio de Jesus, temos a esperança da glória de Deus (2).

Também gloriamos nas coisas que nos levam à esperança: tribulações, perseverança e experiência (3-4). Se, pelo sofrimento da morte, Jesus chegou à glória, nós podemos encarar sofrimento em nossa vida com a mesma confiança ( Hebreus 12:1-3).

Temos convicção da esperança, porque ela se baseia em Deus (5-8):

  • Deus derramou o seu amor (5)
    ● O Espírito Santo revelou este amor (5)
    ● Cristo morreu por nós quando éramos ainda pecadores (6-8)
    ● Na morte de Jesus, o amor de Deus foi revelado (8). Que amor sobrenatural! Quando éramos pecadores, lutando contra a santidade e a bondade de Deus, Cristo morreu por nós.

Muito mais agora (9-11). Preste atenção nesses versículos. O ensinamento de Paulo aqui conforta e anima o servo de Deus. No passado, Cristo demonstrou seu poder para salvar os pecadores (inimigos) pela sua morte. No presente, ele demonstra ainda mais poder para salvar os justificados (reconciliados, amigos) pela sua vida. Paulo não vê a obra redentora de Cristo como apenas o sacrifício feito na cruz. Jesus vive e age ao nosso favor. Ele é nosso Advogado (1 João 2:1) e intercede por nós (8:34). Jesus morreu para nos salvar, e vive para nos salvar!

Adão e Jesus (12-21)

Vamos observar primeiro o conteúdo deste trecho, e depois fazer algumas observações sobre as distinções apresentadas.

Adão trouxe o pecado ao mundo, e o pecado trouxe a morte. Todos morrem, porque todos pecam (12).

O pecado já existia antes da Lei dada por intermédio de Moisés, provando que já havia lei governando todos os homens (13-14). A morte já reinou de Adão a Moisés, mostrando que Deus levou em conta o pecado naquela época. Mas, os pecados dos outros não eram o mesmo cometido por Adão. Ele violou uma lei (Gênesis 2:16-17); eles violaram outras.

Adão “prefigurava aquele que havia de vir” (14). Pelo ato único de violar uma lei especial, ele trouxe conseqüências sobre todos. Jesus, como Paulo mostrará nos versículos seguintes, por um ato único de obedecer o Pai, trouxe bênçãos para todos. Como a ofensa trouxe a morte a muitos, o sacrifício de Jesus trouxe a vida a muitos (15).

O dom é superior à ofensa. Uma ofensa causou o sofrimento de muitos. A graça responde a muitas ofensas e traz a justificação (16). Pela ofensa de Adão, a morte reinou sobre os homens. Pelo ato de Jesus, os homens reinam sobre a morte (17).

Participação de morte e de vida (18-19). Neste trecho, Paulo fala de dois sentidos de morte e dois sentidos de vida. Pelo pecado de Adão, a morte física passou a todos os homens. Pela ressurreição de Jesus, todos os homens serão ressuscitados (fisicamente – veja 1 Corínitos 15:20-22). Todos que participaram do pecado participam também da morte espiritual. E todos que participam da obediência de Cristo se tornam discípulos e participam também da vida espiritual.

A lei enfatiza o pecado, mas a graça é maior ainda (20). O pecado reinou na morte, mas a graça reina pela justiça (de Cristo) para a vida eterna (21). A graça e sua recompensa são superiores ao pecado e sua conseqüência!

http://www.estudosdabiblia.net/romanos.htm#Jesus Vive para Salvar 

 

 

Referências Bibliográficas (outras estão acima)

Dicionário Bíblico Wycliffe. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.

Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.

Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.

BÍBLIA ILUMINA EM CD – BÍBLIA de Estudo NVI EM CD – BÍBLIA Thompson EM CD.

CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.

VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

www.ebdweb.com.br – www.escoladominical.net – www.gospelbook.net – www.pOs Benefícios da Justificação – Ev. Luiz Henriqueortalebd.org.br/

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm

Dicionário Vine antigo e novo testamentos – CPAD

Manual Bíblico Entendendo a Bíblia, CPAD

Dicionário de Referências Bíblicas, CPAD

As Disciplinas da Vida Cristã; CPAD

Hermenêutica Fácil e descomplicada, CPAD

Revistas antigas – CPAD

Romanos – Serie Cultura Biblica – ROMANOS – INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO – F. F. Bruce. M.A., D.D. – SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA, Caixa Postal 21486, São Paulo-SP 04602-970

Publicado no site do Ev. Luiz Henrique

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *